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Um passo de cada vez

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2014 tem sido um ano difícil, não digo que esteja sendo ruim. Na verdade acho que a palavra certa é que ele tem sido um ano denso. Muita coisa acontecendo e pra variar coisas difíceis que deixaram o coração apertado e a ansiedade a mil.

Um dos muitos motivos de choro e preocupação desse ano foi mais um susto que minha mãe nos deu. Um dia antes do meu aniversário que é em maio, recebi uma ligação quando voltava do trabalho que me fez gelar. Mendel ligava dizendo que tinha deixado Morena com minha sogra e corrido pro hospital que algo tinha acontecido com a minha mãe. Quando cheguei ao hospital, minha mãe não mexia o lado esquerdo do corpo, não tinha forças nem pra levantar um copo d'água. Ficou uma semana internada pra fazer exames e quado teve alta conseguia mexer um pouco o braço esquerdo, mas não conseguia movimentar a perna.

 
Cantando parabéns pra mim com um bolo contrabandeado pra dentro do hospital.


Como moro perto do hospital que minha mãe se consulta e meu prédio tem elevador (o da minha mãe não tem), ela veio morar comigo. Não foi fácil adaptar a nossa rotina, perder a privacidade e lógico que foi muito mais difícil pra ela que estava completamente dependente e sentindo-se um peso. Com o tempo e com a fisioterapia ela foi ficando mais forte, ganhando autonomia e confiança pra conseguir voltar pra sua casa, o que aconteceu no fim de setembro.


No dia que teve alta.

Aos poucos ela vai vencendo uma nova etapa, passou da cadeira de rodas quando precisa ficar muito tempo na rua ou fazer grandes deslocamentos, para o andador e agora usa as muletas. Cada um desses avanços foram comemorados.




 Fazendo exercícios com o incentivo da Morena. Todo dia ela ia para o corredor dar umas "voltinhas" com a netinha.


Domingo em um almoço de família, ela nos mostrou uma surpresa que me emocionou muito. Ela levantou e deu uns passinhos, ainda cambaleante, ainda sem muita confiança que me encheu de alegria e felicidade. Gravei um vídeo, mas o blogger tá me sacaneando e não quer fazer o upload.





#1anoMorena

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00:40 do dia 16 de julho ela nasceu. Veio direto pros meus braços, eu dei colo a ela e ela me deu uma nova vida. #1anoMorena




Como o tempo passa rápido, acordei nostálgica, emotiva e muito agradecida por ser mãe da minha bolinha.

Stand up paddle

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Sempre que eu ia à praia eu via o pessoal fazendo e achava lindo. Ficava imaginando o como seria legal fazer aquele negócio. Só que eu sou uma total desajeitada pra essas coisas e uma surfista frustrada. Quando morei em Salvador tentei aprender a surfar, mas depois de tanto caldo desisti.

Até que compartilhei com o Mendel a vontade de fazer e ele se animou. Instituímos aqui em casa o dia do casal, na sexta a tarde a gente deixa bolinha na creche e tira essas quatro horinhas só pra gente. Há duas sextas na nossa "folga" corremos pra praia e nos aventuramos em cima da prancha. No primeiro dia foi mais difícil, tomei alguns tombos e mesmo assim foi super divertido. Na segunda vez parecia que eu já praticava há muito mais tempo.

Acho super gostoso ficar ali no mar observando a paisagem e sem pensar em coisas muito importantes, é um ótimo momento de desestressar e recarregar as baterias.

Aqui no Rio a gente aluga a prancha em Copacabana perto ao Forte de Copacabana, ali tem várias tendas que alugam a prancha e o mar costuma ser mais calmo o que facilita muito. Quem quer se aventurar eu super recomendo, nem que seja pra tomar uns tombos e rir um bocado.

 Eu cheia de intimidade com o SUP e o marido se recuperando de um tombo ao fundo.

 Levantou continua

 Descansando




Quem disse que não vai fazer?

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É claro que vai!

A maternidade chega e com ela caem um monte de verdades que você carregava. Eu tenho várias ideias sobre a maternidade, algumas eu sigo e outras caem por terra. Uma delas foi a de sugar catarro do nariz do filho, sempre que ouvia os relatos fazia ânsia de vômito e dizia em alto e bom som que NUNCA faria. "Aham Cláudia, senta lá"

Bastou vir o primeiro resfriado/virose/catarreira da Morena pro cuspe cair bem grande na minha testa. Tentei sugar o narizinho dela com o desencatarrador que ganhamos no chá de bebê, mas aquilo não funciona direito, não puxa o catarro todo. Vendo Morena sem dormir e mal conseguindo mamar, pedi ao marido pra assumir a tarefa nojeira. Ele foi sem pestanejar, sugou, mas disse que não saiu muito. Continuava fazendo toda vez que achava que ela estava muito entupida, só que ele trabalha em outra cidade e chegou o dia de ficarmos só nós duas e o catarro.

Fomos tomar banho e o barulhinho de nariz entupido ali firme e forte. Não pensei duas vezes, deitei Morena no meu colo, coloquei a boca no narizinho dela e suguei. Ela me olhou com uma carinha de alivio que toda a nojeira passou despercebida. 

Obs: todo o catarro sugado, foi cuspido.

Quem disse que não faz? Mãe faz!

Amor que não se mede.

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Há um ano atrás eu descobria que estava grávida. Aquelas duas listrinhas em um teste de farmácia me encheram de felicidade, felicidade que se multiplica a cada dia. Cada sorriso banguela, cada dobrinha e a cada suspiro que ela dá olhando pra mim me faz ainda mas feliz. Que bom, que bom que você veio filha. Te amo!



Relato de parto - Parte II

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Não leu a primeira parte? Clica aqui.

As dores aumentavam, estavam mais frequentes e com uma duração maior. Por volta das 22h elas já duravam mais de um minuto e praticamente sem intervalo entre elas. Mais uma vez fui pra de baixo do chuveiro com o Mendel sempre ao meu lado. Eu gritava quando vinha a contração e perguntava cadê a Kira que não chegava. Foi só eu terminar a pergunta que o interfone tocou, fiquei muito feliz dela ter chegado e que a partir daquele momento teria as massagens dela (santas massagens). Saí do box, Mendel me secava e lá vinha mais uma contração. As pernas bambearam e tive que me apoiar nele pra não cair.

Me levaram para o quarto pra Kira fazer o exame de toque pra ver quanto estava de dilatação, eu estava com medo de estar com aquela dor toda e ter somente 2 cm de dilatação. Ela fez o exame e não conseguiu verificar direito e pediu que eu ficasse deitada de barriga pra cima  que ela tentaria verificar na próxima contração. Ficar deitada de barriga pra cima tendo contração foi 3 momento mais difícil do TP. Quando terminou o exame ela fez um sinal de positivo pro Mendel e perguntei com quanto eu estava de dilatação, ela disse que eu já estava com 8 cm. 

O Mendel foi tomar banho, eu tomei banho e seguimos pro carro. Antes de sair de casa lembrei de pegar a Nossa Senhora do Bom Parto dada por minha mãe no início da gravidez. Do caminho de casa até a garagem tive umas duas contrações, quando elas vinham eu me apoiava na Kira. Entrei no carro e veio uma contração tão forte que a santinha que estava na minha mão voou longe e eu fui o caminho todo pendurada no puta que pariu. Ficar sentada parecia impossível, a cada contração a Kira pedia pro Mendel reduzir a velocidade. Nesse momento eu entrei na partolândia e não conseguia prestar atenção ao que acontecia a minha volta, olhava pela janela do carro e não fazia ideia de onde estava, mesmo conhecendo o caminho. Aguentar as contrações no carro com pouca mobilidade e sem água quente foi o segundo pior momento do TP.

As contrações vinham e eu gritava me apoiava na porta do carro o que fazia com que o vidro ficasse abaixando e levantando. Se você passou pela Linha Amarela na noite do dia 15/07 e viu uma mulher com cara de louca e gritando era eu hahaha. Chovia muito e eu gritava pro Mendel acelerar e a Kira pedia pra ele reduzir. Quando estávamos chegando eu comecei a sentir vontade de empurrar e gritava que ia fazer cocô no carro (antes de engravidar o meu maior medo era fazer cocô no parto, a minha médica disse que um dos primeiros sinais que a gente tem ao entrar em TP é fazer bastante cocô e realmente eu fiz um gigante logo depois da bolsa estourar e apesar de ter a sensação de querer fazer cocô eu não fiz em momento algum do TP. Eba!)

Finalmente chegamos no hospital. O Mendel estacionou e saiu correndo pra dar início na minha internação e eu fiquei com a Kira no carro esperando a Fernanda chegar. Em menos de um minuto a Fernanda chegou e com muito custo e duas contrações depois a Kira conseguiu me tirar do carro. Segundo o Mendel eu entrei na maternidade berrando e as pessoas que estavam no saguão de entrada ficaram assustadas comentavam que eu estava sofrendo e que estavam com pena e o Mendel dizia que um TP era assim mesmo e que estava tudo bem. A Kira foi me levando pra um elevador e minha médica disse pro Mendel acelerar senão ele ia perder o parto. Entramos eu, Kira (EO), Fernanda (obstetra), Cláudia (pediatra) e por último entrou correndo o Mendel, a porta já fechava e eu com contrações e tudo a segurava pra ele entrar. Lembro que tinha duas outras médicas dentro do elevador que reclamaram com a minha médica que eu não poderia subir por aquele elevador. Minha médica respondeu de forma ríspida que eu subiria sim por aquele que o bebê já estava nascendo. Eu levantei a cabeça que estava apoiada na Kira e mandei a mulher tomar no cu. Sim, com todas as letras. Vai brincar com uma mulher em trabalho de parto. hahahahahah

Chegamos no centro cirúrgico, a sala de parto humanizado fica dentro do centro cirúrgico me levaram pra uma salinha, tiraram a minha roupa e me colocaram aquela camisola sexy de bunda de fora e fomos todos pra sala de parto. Entrei na sala e falei que queria a banheira, a Fernanda me disse que não tinha tempo pra banheira que Morena já estava nascendo. disse que ia ao banheiro fazer cocô e ela disse que não era cocô que era Morena nascendo. Todas as vezes que dizia que queria fazer cocô ela repetia que era a Morena nascendo.


A cama era parecida com essa da foto, elas colocaram essa barra presa na extremidade da cama e me posicionaram de quatro, com os joelhos no chão e os braços apoiados na cama. Eu não me adaptei a essa posição, pois quando eu fazia força fechava as pernas e atrapalhava a passagem. A kira decidiu me mudar de posição e sentou o Mendel na ponta da cama, eu fiquei entre as pernas dele segurando na barra e de cócoras. No intervalo entre as contrações eu relaxava o meu corpo e o Mendel me segurava por de baixo dos braços. Kira e Fernanda estavam sentadas no chão e a pediatra em pé no canto da sala. A cada contração eu fazia força, mas não gritava com medo de gritar e desviar a força pro lugar errado. Apesar de fazer muita força parecia que nada estava acontecendo.

Nessa hora o ritmo entre as contrações diminuiu um pouco e eu fiquei com medo do TP travar. Na tentativa de retomar as contrações chamei a Morena, falei pra ela vir que eu e o pai dela estávamos de braços abertos pra recebê-la.  De repente comecei a sentir necessidade de gritar junto com a contração, na primeira força ela coroou e senti o tal do círculo de fogo, esse foi o pior momento do TP, queima muito! Mais duas forças, um grito enorme e a voz do Mendel ao fundo falando pra eu abrir os olhos que ela tinha nascido. Lembro de pensar que se ele estivesse me zoando e eu abrisse os olhos e ela não tivesse nascido expulsaria ele da sala. É que ele fazia algumas piadas no TP. 

Abri os olhos e lá estava ela linda, coberta de vérnix, presa em mim ainda pelo cordão de olhos e bracinhos abertos. Peguei ela no colo, deixei o corpo sentar no chão e olhava pra ela e pro Mendel sentindo uma alegria e emoção que nunca tinha chegado nem perto de sentir. Morena não chorou forte, ela fazia só uns barulhinhos. Olhei pra pediatra perguntando se estava tudo bem e o diagnóstico dela foi: Sim! Sua filha é bochechuda, se não estivesse eu não estaria aqui parada. 

Morena nasceu as 00:40 do dia 16/07/2013 depois de 12 horas de trabalho de parto, em uma sala escurinha direto pro meu colo e nele ficou por mais de uma hora. Não teve colírio, aspiração e exames desnecessários. Recebeu apgar 9/10. O pai cortou o cordão só depois de parar de pulsar. Foi ao berçário somente pra pesar e medir, não ficou um só minuto longe dos pais e foi pro quarto junto comigo. Depois que cheguei no quarto o Mendel foi procurar a chave do carro, carteira dele e meus documentos. Ele largou tudo na recepção e saiu correndo depois que a Fernanda disse que ele perderia o parto se demorasse. Antes de ir embora a Kira me disse que mentiu pra mim que em casa eu já estava com os 10 cm de dilatação. Definitivamente Morena quase nasceu na Linha Amarela.

Foi um parto lindo e rápido somente uma hora após chegar no hospital (o cartão do estacionamento mostrava que entramos as 23:40) Morena já estava em nossos braços. Pela manhã ligamos pros nossos pais avisando do nascimento da nossa passarinha e eu que ainda não tinha chorado, me desmanchei ao avisar à minha mãe que Morena finalmente tinha nascido.

Morena nasceu tão rápido que não deu tempo da fotógrafa chegar, ela chegou uns dez minutos depois que ela nasceu. Fotos: Bel Junqueira

 Até hoje ela vive com essas mãozinhas no rosto.

 Placenta e cordão umbilical.

 Mamando na sala de parto.

 Babões.

Mendel, minha doce Kira, minha amada Fernanda que briga contra o sistema pra que a gente possa parir de uma forma menos mecânica e mais humana e Cláudia que virou a pediatra da Morena. A equipe que me ajudou a trazer minha passarinha ao mundo. Obrigada, muito obrigada!


O caminho para o meu parto natural - parte II

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O caminho percorrido não está sendo escrito na ordem certa, esse deveria ser o primeiro. Sem dúvida nenhuma se não fosse o envolvimento e apoio dele não seria possível. Como já disse tivemos que pagar a médica, enfermeira obstétrica e pediatra neonatologista de forma particular, já que o pelo plano de saúde não encontramos um profissional que seguisse nossa linha de idealização do parto. Tudo isso custou uma grana significativa. Com ela a gente podia ter viajado e feito o enxoval todo fora, ou conhecido mais países da Europa, no entanto cada um tem a sua prioridade e definitivamente a nossa era permitir que nossa filha nascesse da forma mais natural e respeitosa possível dentro daquilo que NÓS acreditamos.

Então a principal pessoa no caminho para o nosso parto não poderia ser ninguém além dele, meu marido lindo e mega companheiro. Ele mergulhou tão fundo nesse universo que virou até um militante pró parto natural. Tão lindo! (suspiros)

Ele foi a todas as consultas pré natais, a todas as ultras e a todos os encontros com a nossa E.O, leu muito, viu vários vídeos de partos naturais e segurou a onda quando alguns problemas surgiram na gravidez (ainda falarei disso com calma pra verem que tem como ter um parto natural seguro mesmo quando algumas coisas não estão 100%).

Ele abriu mão junto comigo de um monte de coisas pra gente conseguir juntar a grana pro parto, ele cresceu, sonhou, fez massagens pra diminuir a dor, dirigiu de forma tranquila enquanto eu gritava de dor no banco de trás e participou ativamente do parto.

Olha o sorriso lindo dele logo depois do nascimento da nossa passarinha.

Depois do nascimento da Morena, ele escreveu esse pequeno texto no facebook dando uma rápido relato do que foi pra ele.

Na terça-feira aconteceu a tão esperada chegada da minha Morena, fato que agradeço ao pai-mãe divino. Morena nasceu em um parto natural, realizado em ambiente hospitalar, sem nenhuma intervenção medicamentosa. Minha amada Danee Eldochy conseguiu realizar o parto que nós desejávamos e com muita força e amor trouxe nossa filha ao mundo. No parto do qual, mais que assistir, participei, pude percebê-la empoderada, humana, feminina e maternal. Para ela dirijo o meu maior agradecimento, renovo o compromisso do meu amor e só posso esperar coisas boas com a nova vida que chegou para nossa casa. Ela foi auxiliada nesta tarefa pela maravilhosa equipe formada por Fernanda Macêdo, Kira Young e Claudia Bertolasi, respectivamente: médica obstetra, enfermeira obstétrica e médica pediatra-neonatalogista. Com as duas primeiras a relação de confiança e envolvimento já tinha se estabelecido a bastante tempo. Agradeço aos avós de Morena, aos bisos e a toda família pelo apoio e amor. Aos padrinhos dela ainda faltam palavras para agradecer todo o carinho.
A todos que mandaram telefonemas, mensagens, postaram no facebook, enviaram e-mails, nos visitaram, enviaram orações e pensamento positivo, obrigado, obrigado mesmo. Farei um esforço para tentar responder a todos. Peço desculpas pois temos vivido dias de altíssima adrenalina, liguei pra mesma pessoa mais de uma vez, respondi SMS pra pessoa errada, enfim... uma letargia que só a recente paternidade explica. O mesmo serve para as visitas na maternidade que encontraram um pai encantado e sonolento.
Para minha linda Morena agradeço por ter nos escolhido para sermos seus pais. Tentaremos fazer o melhor que estiver ao nosso alcance, o amor que sinto é inexplicável e imensurável. Que possa esta casa ser o melhor lugar do mundo para você crescer!" (Mendel Cesar)


Obrigada amor, por todo companheirismo e por ter comigo a experiência mais linda de nossas vidas. Seu papel foi fundamental pra me dar a confiança que eu conseguiria. Te amo!

Pretendo fazer um relato detalhado do parto, mas pra chegar nele, preciso mostrar o caminho percorrido. 

Ensaio da Morena, meu, nosso.

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A gente engravida e enlouquece. Isso é fato! Queremos fazer todas as coisas fofas que vemos por aí, eu sou apaixonada por fotografias e sempre soube que quando engravidasse faria um ensaio pra Morena saber o quanto ela foi esperada e já era amada ainda na pança.

Conheci a Bel, através de um grupo de mães que participo. O ensaio foi uma delícia, a simpatia foi instantânea com ela e eu e o Mendel ficamos super a vontade. As fotos foram tiradas na Casa de Rui Barbosa em Botafogo, não conhecia o lugar e é super fofo, bem cuidado, limpinho e de quebra tem vários pais brincando com seus bebês pelo parque. O que super colabora com o clima maternal do ensaio. 









Essas são algumas do ensaio, o tempo vai passando e a vontade de ter nossa Moreninha nos braços só aumenta. 

Do fundo do baú

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Umas duas semanas atrás minha mãe me disse que tinha guardado ainda o vestidinho que usei no meu batizado, na mesma hora eu disse que queria ele pra Morena usá-lo. Fui à casa dela e pedi pra ver o vestidinho, ela não tem só ele guardado, ela tem quatro vestidinhos e alguns foram usados por minha irmã e por mim. Tem um que ela mesma costurou, não só costurou como foi o primeiro vestidinho que fez pra minha irmã e que depois eu herdei.

Fiquei olhando aqueles vestidinhos cheios de história, manchadinhos pelo tempo e imaginando a minha Moreninha dentro deles. Minha mãe ficou responsável por lavá-los, tirar as manchas e trocar as fitinhas de cetim que estão feinhas por causa do tempo.


O vestidinho branquinho menos manchado foi o que eu usei no meu batizado e o amarelinho foi o primeiro vestidinho feito por minha mãe pra minha irmã. Agora ela disse que vai fazer um pra Morena e lógico que vou cobrar.

Eu com meus avós/padrinhos no meu batizado

Os santinhos são por causa dessa história: 

Quando meus avós maternos batizavam uma criança, eles diziam ser apenas um "instrumento" e escolhiam um casal de santos para apadrinhar tal criança. O casal que escolheram pra mim foi São Sebastião e Nossa Senhora de Lourdes. 
27 anos depois me casei na igreja de São Sebastião que tem uma gruta em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes (não sabia dessa história quando escolhi a igreja).
Meus avós escolheram muito bem e mesmo de longe continuam me protegendo, guiando e abençoando.

Em abril tudo se abriu

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Minha vida estava meio parada esperando um monte de "se tal coisa acontecer". Coisas que não dependiam exclusivamente de mim, a minha parte eu já tinha feito e estava esperando. Que coisa angustiante! 

Em junho do ano passado fiz um concurso para professor substituto de um colégio aqui do Rio de Janeiro, colégio esse bem conceituado da rede federal. Fiquei em 4º lugar, podendo ser chamada a qualquer momento. Esse momento demorou, demorou e demorou, até que o telefonema chegou me trazendo uma alegria imensa. Voltaria para as salas de aula. Não lecionar me entristecia, mas eu tinha uma certeza que não queria voltar só por voltar, eu queria trabalhar em um local que valorizasse o meu trabalho. estava cansada de trabalhar muito ganhando pouco e ainda ser humilhada no local de trabalho. Pra essa realidade eu espero não voltar nunca mais.

Quando disse para a moça que me ligou me chamando para assumir um cargo conseguido através de um concurso público que tinha disponibilidade pra assumir e avisei da minha gravidez. A voz mudou de tom e tentaram de várias formas me convencer de não assumir. Colocaram um terror psicológico e falaram tantas coisas que tiraram minha alegria instantaneamente. Pelo edital eles não poderiam me proibir de assumir, no entanto me deixaram em uma situação um tanto quanto desconfortável e me fizeram passar por um estresse desnecessário. No dia seguinte fui disposta a assumir o que me era de direito, de forma nenhuma deixaria que atitudes machista e preconceituosas me tirassem a tão esperada volta as salas de aulas. Engoli sapos, mas saí de lá com meu contrato assinado, de lá fui designada pra unidade onde estou trabalhando. Fui com medo de ser mal tratada novamente, chegando lá me trataram tão bem e minha pança de grávida só faz com que as pessoas abram sorrisos e perguntem sobre a gravidez = ) 

No sábado as aulas recomeçaram e lá fui eu cheia de frio na barriga para o meu primeiro dia de aula, saí de lá tão leve, feliz e com a sensação de estar no caminho certo. Saber que as escolhas que fizemos (eu e o Mendel) no início de 2011 foram acertadas me tirou um monte de "se" da cabeça. As dúvidas enquanto atitudes tomadas aos poucos estão sendo dissipadas e por mais que as coisas demorem a acontecer, elas acontecem na hora certa.

Que o resto do ano seja como abril começou, abrindo muitas portas e janelas que por um tempinho estiveram um tanto quanto entrevadas. Que elas sejam arreganhadas e que o sol entre. 

Tá nascendo!

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Calma, ainda não é o(a) nosso(a) bebê.

De setembro a dezembro do ano passado foi bem corrido por conta desse projeto. A princípio só o Mendel escreveria o livro, mas as coisas do doutorado foram se complicando e ele acabou me pedindo ajuda. Como temos a mesma formação não teria problema em dividir a autoria do livro com ele, pelo contrário, fiquei feliz em poder ajudar, em pesquisar e voltar a escrever algo relacionado a Geografia. 

O livro não será comercializado, ele foi feito pra distribuição interna do Instituto Federal Fluminense para o curso de turismo. O livro aborda aspectos geográficos das regiões administrativas do estado do Rio de Janeiro.

O livro já está na fase final de diagramação e correção de algumas pequenas coisas. Estamos muito felizes com o nascimento desse nosso projeto. 

Essa é a capa do nosso livro :)

Já plantei uma árvore, já escrevi um livro e estou gerando um(a) filho(a). Só que  eu quero muito mais da vida, com certeza não paro por aqui.

Renovação de votos em Paris

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Quando resolvemos que viajaríamos à Paris tivemos a ideia de renovar os votos. Aqui no Brasil a gente renova os votos sempre perto da data do casório na igreja que casamos. Lá a coisa deveria ser mais simples e menos burocrática e seria só pra nós dois.

Depois que decidimos que a gente ia renovar os votos eu peguei uma encomenda gigante e trabalhei pra dedéu e botei na cabeça que aquela grana seria bem gasta. Foi aí que resolvi fazer uma surpresa pro Mendel e contratar um fotógrafo para fazer fotos nossas pela cidade e de quebra registrar esse momento que apesar de simples foi bem emocionante.

Recomendo que todo mundo faça, é um momento bem romântico e de quebra ainda ficam de recordação fotos lindas.

Cada um escreveu seus votos e essa foi a "maior" dificuldade de toda a organização. As fotos foram feitas pelo Filipe Xavier, fotógrafo brasileiro que mora em Paris, adoramos e recomendamos o trabalho dele.






 



 


 





Paris - Parte I

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Eu e maridão demos a louca quando vimos uma promoção e mexemos nossas pauzinhos pra conseguirmos uns dias na cidade luz. Ao todo foram 6 dias e tenho certeza absoluta que preciso voltar e ficar pelo menos 15 dias na cidade. Acho que só assim poderei curtir a cidade com a calma que ela merece.

Nossos passaportes, o meu tem essa capinha fofa que a Jackie me deu e a anta da imigração em Amsterdã descosturou um pedacinho :(

Nós fomos pela KLM e voltamos pela Air France e esticamos a viagem em 3 dias até Amsterdã, a cidade foi uma grata surpresa e dela falo mais a frente.

O voo de ida foi péssimo! saímos com atraso do Galeão por causa do mal tempo e o piloto avisou que passaríamos por turbulências. Achei que fosse morrer, foram 3 horas de avião sacudindo e tendo umas "caídas" que nem sei explicar. Apertava a mão do Mendel e fiquei ainda mais desesperada quando os comissários passaram correndo pelo avião. Apesar do sufoco chegamos bem em Amsterdã a tempo de pegar nossa conexão para Paris. Atravessamos o aeroporto correndo feito louco e mais uma vez o voo atrasou por causa do tempo e mais turbulências. Haja coração!! A chegada em Paris deveria ser por volta das 15h no horário de lá e chagamos as 18h com a cidade já escura, um frio do caramba e minha mãe no Brasil sofrendo sem notícias nossas. Só tivemos tempo de ir pro hotel tomar um banho e sair pra jantar. Dormimos cedo pra recuperar as energias.

Nós não falamos francês, somente o básico um "bom dia, desculpe eu não falo francês. Você fala inglês?" e isso nos bastou pra sermos bem atendidos e conversar com vários parisienses. Aliás eles foram muito simpáticos e quando descemos na estação de metrô perto do nosso hotel completamente perdidos. Uma senhora veio perguntar se a gente precisava de ajuda em francês. Ficamos com cara de paisagem e ela perguntou se a gente falava inglês. Pediu desculpas por não falar português e nos levou até a porta do nosso hotel. Senhorinha, amor eterno por sua boa vontade, que Deus te abençoe! E sempre alguém parava pra nos ajudar mesmo quando não pedíamos. Era só abrir o mapa e ficar tentando no localizar que alguém sempre tentava ajudar. O Mendel no fim da viagem já até conseguia elaborar umas frases e um senhorzinho disse que ela falava muito bem o idioma. Eu ficava mesmo no basicão.

Pegamos na cidade temperaturas em torno dos 13ºC máxima e mínima de 7ºC. Levei um casaco que comprei em Madri e um que peguei com a minha mãe de flanela e bem forradinho. umas cinca camisas de manga longa de malha,três regatinhas tipo segunda pele, três cachecóis e meia calça de lã e meia calça fio 40 pra usar por baixo das duas calças jeans que levei. Me vestia em camadas, primeiro a regatinha, depois a blusa de manga longa, o casaco, meia calça, calça e cachecol. Ficava bem e no pé eu colocava mais uma meia grossinha e a bota ou o meu tênis de trakking. Um gorro tem seu valor mas com meu cabelo cacheado e volumoso o danado nunca parava na orelha e acabei comprando um protetor de orelha que foi bem útil e melhor que o gorrinho.

No nosso primeiro dia que amanhecemos na cidade foi a nossa renovação de votos e dela eu conto depois.


 Nosso primeiro dia foi assim, bem nublado e frio, acho que pegamos uns 7ºC


 Making of da nossa renovação de votos.

 Notre Dame ao fundo, apaixonada por essa igreja. Linda, linda, linda e com mais de 800 anos de construção.

 Sacre Coeur, Mendel quase me matou por fazer subir as escadaria que levavam a ela. 

Sete anos atrás

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Há sete anos eu enfrentava o medo e a incerteza. Minha mãe era submetida a um transplante renal e o doador era o meu pai. Vivi a experiência de ver meus pais serem levados juntos ao centro cirúrgico. Eles passaram por mim cada um deitado numa maca e eu só pude olhar. Não podia tocar e nem falar com eles. Meu coração ficou pequeno só de imaginar o que poderia acontecer com eles, ao mesmo tempo eu tinha a certeza que Deus escreve certo por linhas tortas e que se entre as pessoas que se ofereceram para doar o meu pai foi o único que poderia. Daria certo!

A expectativa era que em 15 dias minha mãe teria alta. Na verdade a coisa foi muito mais complicada. Por várias vezes ouvi dos médicos que o rim transplantado não funcionava e que estava sendo rejeitado. Ouvi inclusive o médico dizer que tinha jogado a toalha que já tinha marcado a cirurgia para retirar o enxerto, só faria um último exame para ter certeza que não havia fluxo sanguíneo no rim. Eu ia ao hospital todo dia levar água mineral e outras coisas que minha mãe precisava, no dia do tal exame eu cheguei e a enfermeira disse que ela estava fazendo o exame. Invadi o centro de imagens corri feito louca do segurança até que encontrei uma enfermeira que me conhecia e disse que eu podia ficar. Entrava e saia médico da sala e eu esperando do lado de fora. Até que saiu um médico novinho com cara de boa gente e resolvi me apresentar e perguntar sobre a minha mãe. Imediatamente ele abriu um sorriso e disse que tinha fluxo sanguíneo, que o rim não estava podre como outro médico havia dito e que em questão de tempo ele iria funcionar. Na mesma velocidade que entrei no centro de imagens eu saí em busca de sinal de celular. Liguei pro meu pai em prantos e mal conseguia falar. Ele começou a chorar do outro lado da linha imaginando o pior e quando finalmente consegui falar só falei "tem fluxo!" Foi uma das poucas vezes que ouvi meu pai chorar e ficamos alguns minutos assim cada um chorando na linha e desligamos sem dizer nem uma palavra. Pra mim esse foi o dia mais importante da minha vida.

Ao todo foram 3 meses de internação até que o rim funcionasse de forma satisfatória e minha mãe não precisasse mais da máquina de hemodiálise para viver. Agosto é o mês que minha mãe renasceu. Sou eternamente grata ao meu pai que doou um pedaço dele para que minha mamita linda tivesse uma melhor qualidade de vida, aos médicos, enfermeiras, equipe técnica do hospital dos Servidores do Estado, aos pacientes que ali estavam internados e que muito apoio davam à minha mãe e amigos que se dispunham a visitar e a doar sangue à ela durante esse período.

Foto tirada em um domingo de visita. Minha mãezinha é muito amada mesmo, isso é só uma parte das visitas, algumas já tinham ido embora.

Um ano depois do transplante fizemos uma festinha de criança para ela. Afinal ela completava um ano de vida nova. As fotos estão péssimas, mas são de grande importância pra mim.




Mamita linda, que você tenha muitos anos de vida e que cada vez mais você me ensine a superar as dificuldades. Você é sem sombra de dúvidas a pessoa mais forte que conheço. Te amo!

Jantar romântico - 9 anos de união

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Na quarta passada nós comemoramos aniversário de namoro e dia dos namorados. Como o marido trabalha em outra cidade parte da semana a gente tem que adequar as datas comemorativas da casinha. Resolvi que não iríamos a restaurante nenhum, queria algo bem íntimo, gostoso e uma desculpa para fazer essa receita do chef Claude. que vi no programa Que Marravilha. 

O prato principal eu já tinha. Faltava pensar em uma entradinha e na sobremesa, como eu ia encarar o desafio de preparar lagosta pela primeira vez na vida não queria ter trabalho com as outras coisas. Resolvi que decidiria esses itens com o que tivesse pronto no mercado e em casa eu daria uma carinha mais gourmet.

Procurei na internet um supermercado que vendia lagosta e lá fui eu atravessar a cidade pra chegar no tal mercado e cadê a bichinha? Não vendia, fui em um lugar que a Biessa indicou e nada, nessa hora bateu o desespero, já tinha comprado todos os acompanhamentos, vinho, sobremesa, entradinha e cadê que achava. Já estava pensando em comprar uns camarões grandões e fazer algo usando o restante como acompanhamento. 

Liguei pra minha irmã que mora perto do mercado de peixe de Niterói e montamos um super esquema pra ela comprar a lagosta antes de ir ao trabalho (Obrigada irmã que madrugou e salvou nosso jantar). Ela foi munida de bolsa térmica, comprou a lagosta, deixou na casa da nossa mãe e foi trabalhar. logo cedo foi eu andar mais um bocado pra pegar o bichinho na mamãe. Confesso que quando vi fiquei morrendo de medo, ela era enorme, com umas antenas esquisitas, levei um bom tempo até ter coragem de colocar as mãos nela.

Em casa, morrendo de medo e o Mendel com mais medo que eu. Ele nem abria a geladeira. hahahahha


O menu que fiz rapidinho pra ficar mais chiquezinho ;)

O arranjo que inventei com o que tinha em casa, quando fui arrumar a mesa que percebi que tinha esquecido desse detalhe. Peguei essa travessa alta, coloquei água com um pouco de corante alimentício uma florzinha pra cada ano que roubei do buquê que ganhei de dois anos de casamento e uma velinha flutuante. Fiquei com medo de parecer um despacho, mas acabei gostando. hahahah


Mesa posta.

Entradinhas, comprei essa torradinha de alecrim, uma pastinha de ervas finas e minha intenç
ão era colocar salmão defumado. Esqueci de comprar o salmão, usei o presunto de parma que tinha em casa.

O prato principal. Ficou uma delícia!

Esse foi o vinho que escolhi sozinha (orgulho) pra acompanhar o jantar. Mendel que agora está entendo de vinhos adorou e elogiou minha escolha. Até eu que não costumo beber, bebi várias taças e terminei a noite alegrinha.


Sobremes: Comprei brownie pronto no mercado, sorvete de morangos da Hagen Daenz e na hora fiz uma apresentação mais bonitinha.

Prosecco rosé, que comprei pra preparar o prato que era uma delícia e acabamos bebendo na entrada e na sobremesa.



9 anos!


Eu amei a nossa noite, passamos horas comendo, conversando com uma musiquinha ao fundo relembrando a nossa história. Por várias vezes a gente se emocionou.
 

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