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Relato de parto - Parte I

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Já o escrevi mentalmente várias vezes, mas nunca tenho tempo de escrevê-lo de fato. Vamos ver se agora vai.

Morena nasceu na madrugada de segunda pra terça, mas o relato começa bem antes. Na quinta eu fui encontrar com duas amigas no Jardim Botânico e como de costume ao passar por túneis eu ligo o cd pra continuar ouvindo música já que a rádio não pega. O cd que estava no carro era o da Ellen Oléria ganhadora do The voice Brasil, como gosto muito da voz dela continuei ouvindo o cd mesmo depois de sair do túnel. Quando estava chegando começou a tocar a música Anunciação, já tinha ouvido inúmeras vezes, só que dessa vez eu me arrepiei todinha e comecei a chorar de soluçar. Estacionei o carro, a música ainda tocava e eu chorava ainda mais. O segurança deve ter me achado louca, saí do carro ainda chorando e com a certeza de que ela estava chegando. Depois desse sinal me deu um siricutico e cismei que tudo tinha que ficar pronto até o início da semana seguinte.



No sábado pela manhã nós tínhamos encontro com a Kira, antes de sair de casa como de costume fui fazer um dos muitos xixis do dia, quando olhei o papel, lá estavam 2 micro gotas de sangue. Chamei o marido, mostrei a ele e tirei foto pra mostrar pra Kira. Chegando lá ela não demonstrou muita importância e passei o restante do dia sem sentir absolutamente nada, até que desencanei do sanguinho e esqueci, mas fiquei com a sensação de que tinha que aprontar tudo. Passei o domingo me sentindo mais molhada na perereca e não dei muita bola, já que na gravidez a gente se sente mais molhada na região mesmo. Na segunda de manhã comentei com uma amiga que pariu recentemente e ela disse que sentiu o mesmo pouco antes do baby dela nascer, mas que também não podia ser nada. Meu pai estava aqui em casa me ajudando a organizar as últimas coisas e eu e o Mendel estávamos felizes de tudo estar caminhando como a gente planejou e pediu pra nossa passarinha.

Passamos a gravidez toda pedindo pra ela nascer nos dias que o pai dela estivesse em casa. Mendel trabalha em outra cidade e demora cerca de sete horas de ônibus e a cidade não tem aeroporto. Conforme o fim da gravidez se aproximava a tensão nos dias que ele ia trabalhar aumentava infinitamente. Pedi a ela também que me deixasse trabalhar até as férias do meio do ano pra que eu pudesse deixar tudo organizado pro professor que fosse me substituir. Entrei de férias na semana anterior ao nascimento dela e o marido tinha conseguido as duas últimas semanas de julho de licença. A gente tinha tirado a segunda pra organizar tudo que faltava e ficar o resto do mês só esperando sossegados em casa. Ledo engano.

Meu pai saiu daqui de casa por volta de 12h, minha mãe chegou logo em seguida. Eu tinha combinado de almoçar com ela, fazer algumas coisas e depois deixá-la em casa. Saímos pra almoçar em um restaurante self service aqui perto de casa. Estava na fila de pesar a comida quando sentir uma coisa molhando minha calcinha. Pensei - eu não espirrei, pq fiz xixi?- Imediatamente depois desse pensamento me veio a cabeça que podia ser a bolsa rompendo. Corri pra mesa que o Mendel estava deixei o prato e fui ao banheiro, quando abaixei as calças saia como se fosse xixi um líquido transparente e sem cheiro (sim, eu coloquei a mão e cheirei. O relato tem uns trechos nojentinhos) fiz um bolo com o papel higiênico, coloquei na calcinha. Voltei pra mesa, minha mãe ainda fazia o prato dela, o Mendel já comia e falei com ele praticamente gargalhando que minha bolsa tinha estourado. Ele olhou pra mim com o garfo parado no ar e perguntou o que a gente faria. Respondi que a gente ia comer porque ia demorar pra caralho ainda e que não falaria nada pra minha mãe. A gente queria passar o trabalho de parto sozinhos.

Almoçamos como se nada estivesse acontecendo, depois do almoço o Mendel foi com minha mãe em uma loja e eu fui tomar a vacina que minha médica tinha pedido pra tomar antes do parto. Entrei na clínica de vacinação e liguei pra minha médica pra perguntar se poderia tomar a vacina com a bolsa rompida. Nesse momento as atendentes da clínica ficaram preocupadas comigo achando que a Morena ia nascer ali. Eu tentava acalmá-las e dizia que não estava sentindo nada que ia demorar que ficassem tranquilas.

Tomei a vacina e fomos levar minha mãe pra casa dela, agimos como se nada estivesse acontecendo. As 16h já no caminho de volta pra nossa casa comecei a sentir as primeiras contrações. Minha bolsa tinha rompido as 13:30, essas contrações eram bem fraquinhas e quase não davam pra serem sentidas. Chegamos em casa e fomos acabar de arrumar o que faltava, arrumamos o quarto dela, a nossa mala, as lembrancinhas, o prosecco e ainda tirei a última foto da gravidez, a foto do nono mês. Morena nasceu com 38 semanas e 5 dias.

 Foto tirada já em trabalho de parto.

Baixei um aplicativo pro Mendel poder cronometrar as contrações e ficamos sentados conversando com as luzes apagadas. Por volta das 18h as contrações estavam um pouco mais doloridas, mas nada que me fizesse mudar de posição ou que precisasse parar o que estava fazendo. As 19h bateu uma fome e pedimos uma pizza já que a coisa ia demorar e a gente achava que íamos entrar  madrugada a dentro. As 20h a pizza chegou e eu comia tendo contrações a cada 5 minutos. Nessa fase as dores já incomodavam e eu precisava ficar de pé e me curvar pra aliviar a dor. Durante todo o trabalho de parto era responsabilidade do Mendel manter a Kira informada, o único momento que falei com ela foi pra avisar que a bolsa tinha rompido ainda no restaurante. Depois disso, ela só ligava pro Mendel.

Próximo as 21h as contrações ficaram realmente fortes e o Mendel precisou começar a colocar compressas de água quente e eu entrava e saía do chuveiro. A água quente (bem quente, tipo pra virar canja) batendo na lombar alivia imensamente as dores. Nesse momento o Mendel e a Kira decidiram que era hora dela vir pra cá.  


O caminho para o meu parto natural - parte II

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O caminho percorrido não está sendo escrito na ordem certa, esse deveria ser o primeiro. Sem dúvida nenhuma se não fosse o envolvimento e apoio dele não seria possível. Como já disse tivemos que pagar a médica, enfermeira obstétrica e pediatra neonatologista de forma particular, já que o pelo plano de saúde não encontramos um profissional que seguisse nossa linha de idealização do parto. Tudo isso custou uma grana significativa. Com ela a gente podia ter viajado e feito o enxoval todo fora, ou conhecido mais países da Europa, no entanto cada um tem a sua prioridade e definitivamente a nossa era permitir que nossa filha nascesse da forma mais natural e respeitosa possível dentro daquilo que NÓS acreditamos.

Então a principal pessoa no caminho para o nosso parto não poderia ser ninguém além dele, meu marido lindo e mega companheiro. Ele mergulhou tão fundo nesse universo que virou até um militante pró parto natural. Tão lindo! (suspiros)

Ele foi a todas as consultas pré natais, a todas as ultras e a todos os encontros com a nossa E.O, leu muito, viu vários vídeos de partos naturais e segurou a onda quando alguns problemas surgiram na gravidez (ainda falarei disso com calma pra verem que tem como ter um parto natural seguro mesmo quando algumas coisas não estão 100%).

Ele abriu mão junto comigo de um monte de coisas pra gente conseguir juntar a grana pro parto, ele cresceu, sonhou, fez massagens pra diminuir a dor, dirigiu de forma tranquila enquanto eu gritava de dor no banco de trás e participou ativamente do parto.

Olha o sorriso lindo dele logo depois do nascimento da nossa passarinha.

Depois do nascimento da Morena, ele escreveu esse pequeno texto no facebook dando uma rápido relato do que foi pra ele.

Na terça-feira aconteceu a tão esperada chegada da minha Morena, fato que agradeço ao pai-mãe divino. Morena nasceu em um parto natural, realizado em ambiente hospitalar, sem nenhuma intervenção medicamentosa. Minha amada Danee Eldochy conseguiu realizar o parto que nós desejávamos e com muita força e amor trouxe nossa filha ao mundo. No parto do qual, mais que assistir, participei, pude percebê-la empoderada, humana, feminina e maternal. Para ela dirijo o meu maior agradecimento, renovo o compromisso do meu amor e só posso esperar coisas boas com a nova vida que chegou para nossa casa. Ela foi auxiliada nesta tarefa pela maravilhosa equipe formada por Fernanda Macêdo, Kira Young e Claudia Bertolasi, respectivamente: médica obstetra, enfermeira obstétrica e médica pediatra-neonatalogista. Com as duas primeiras a relação de confiança e envolvimento já tinha se estabelecido a bastante tempo. Agradeço aos avós de Morena, aos bisos e a toda família pelo apoio e amor. Aos padrinhos dela ainda faltam palavras para agradecer todo o carinho.
A todos que mandaram telefonemas, mensagens, postaram no facebook, enviaram e-mails, nos visitaram, enviaram orações e pensamento positivo, obrigado, obrigado mesmo. Farei um esforço para tentar responder a todos. Peço desculpas pois temos vivido dias de altíssima adrenalina, liguei pra mesma pessoa mais de uma vez, respondi SMS pra pessoa errada, enfim... uma letargia que só a recente paternidade explica. O mesmo serve para as visitas na maternidade que encontraram um pai encantado e sonolento.
Para minha linda Morena agradeço por ter nos escolhido para sermos seus pais. Tentaremos fazer o melhor que estiver ao nosso alcance, o amor que sinto é inexplicável e imensurável. Que possa esta casa ser o melhor lugar do mundo para você crescer!" (Mendel Cesar)


Obrigada amor, por todo companheirismo e por ter comigo a experiência mais linda de nossas vidas. Seu papel foi fundamental pra me dar a confiança que eu conseguiria. Te amo!

Pretendo fazer um relato detalhado do parto, mas pra chegar nele, preciso mostrar o caminho percorrido. 

O caminho para o meu parto natural - parte I

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Eu já escrevi aqui no blog uma indignação em relação a dificuldade de se conseguir um parto natural nesse país, em como é difícil encontrar profissionais que respeitem as escolhas da mulher e quando encontramos temos que pagar um preço alto para isso. Digo preço alto não em relação ao valor pago aos profissionais que me assistiram. Sempre achei que valia a pena e hoje depois de ter parido da forma como sempre quis, acho que vale ainda mais a pena. O absurdo é em relação as várias tarifações que pagamos, vamos lá. Se pago impostos que são investidos na saúde e o sistema público é tão precário que me "obriga" a pagar mais uma vez pra ter acesso a médicos e hospitais que nesse caso é o plano de saúde, que por sua vez não remunera decentemente os médicos e enfermeiros que me "obriga" novamente a pagar de maneira particular pra ter acesso a profissionais em que posso confiar e que estão de acordo com o que eu penso em relação ao parto. A gente paga três vezes pra conseguir o que queremos. Enfim...

Nesse longo caminho que comecei a traçar bem antes de engravidar, li muito, conversei muito com amigas e profissionais da área e acabei encontrando minha querida obstetra que nos ajudou a caminharmos firmes em direção ao nosso desejo. Falo no plural porque o Mendel teve um papel fundamental no pré-natal e durante todo o trabalho de parto, inclusive digo que parimos juntos. Nossa obstetra nos indicou a Kira para ser nossa enfermeira obstétrica (E.O.) que me acompanharia a partir do sétimo mês até o pós parto. Quando entrei no sétimo mês passamos a ter encontros semanais com ela.

Kira, minha doce e querida enfermeira obstétrica.

Ao chegar no primeiro encontro, cheguei meio ressabiada dizendo pro Mendel que achava que seria algo meio hippie e não colocava muita fé não. Nesse encontro conversamos bastante e ela explicou como seria o trabalho dela e em como ele nos ajudaria a olhar pra nossa alma, nos conectarmos com o nosso corpo. Ali tive a certeza que era coisa de hippie. Puro preconceito! Ela me olhava de forma holística, não interessava somente as informações da gravidez, com sua voz doce e ao mesmo tempo firme de quem tem a certeza do que fala ia me informando, ensinando e acolhendo. Ali naquele mesmo encontro passei a confiar totalmente nela. Sabia que estávamos em ótimas mãos.

Cada encontro a gente fazia uma atividade diferente, dependia muito do que ela sentia que eu estivesse precisando. No primeiro encontro eu cheguei lá com uma baita dor na perna direita que mal conseguia andar, Morena estava apoiada em um nervo que me causava tal dor. Ela me deitou na maca e fez uma massagem que fez com que a dor praticamente sumisse, em um outro que cheguei chorosa, chateada com algumas coisas ela fez acupuntura, em um outro exercícios de respiração em conjunto com o Mendel para o trabalho de parto, em outro ensinou massagens pro Mendel fazer em mim durante o TP e em todos muita conversa, carinho, acolhimento, ou seja, só amor.   

No dia D, ela foi a primeira pessoa pra quem liguei e ela ficou o tempo todo em contato com o Mendel pra saber a hora certa de vir pra cá pra casa, nos ajudou muito a colocar a Morena no mundo e ainda mais na amamentação. Ela não é uma doula, ela é enfermeira formada que faz um serviço de acompanhamento para grávidas e também faz partos domiciliares. 

Ainda farei um relato do parto da Morena, mas antes quero falar do caminho que percorri pra chegar nele.

Malinha da maternidade

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Existe coisa mais fofa e gostosa do que roupinha de bebê lavadinha? NÃO!!!! Vira e mexe eu pego no quarto da Morena (que ainda não está todo pronto, quando estiver eu mostro) fico namorando as roupinhas e sentindo o cheirinho imaginando a minha pequena dentro delas.

No fim de semana passado resolvi que já era hora de deixar tudo dela arrumado. Quando digo tudo, eu me refiro as roupinhas, mantinhas e fraldas descartáveis e de pano. Separei 6 conjuntos contendo 1 body, 1 macacão, 1 cueiro, 1 par de meias e um laçarote. Cada conjunto ficou em um saquinho ziploc etiquetado com a ordem que cada um será usado.

As fraldas de pano estou levando pra colocar nas visitas que pegarão Morena no colo pra não ter contato com a roupa de quem veio da rua. É uma frescurinha que eu nunca tinha pensado, até conversar com amigas que forma mães e falaram que usaram e pra mim fez sentido já que ela ainda não terá tomado nenhuma vacina. Fraldas descartáveis eu tô levando um pacote para recém nascido. Na malinha não vai nenhum produto de higiene pra ela, já que a maternidade dá uma cesta com esses produtinhos vou aproveitar e   usá-los.



 Roupinhas separadas

A "malinha" dela na verdade é uma bolsa que minha mãe me deu da Natura que vem cheia de produtinhos para o bebê e deveria ser usada pra carregar as coisas dela no dia a dia. Só que ela é enorme para carregar como bolsa diária e como eu acho besteira comprar uma mala só pra isso resolvi dar um novo uso pra ela. Será a mala de viagens pra poucos dias.
  


Com tudo dentro da malinha ;)

Com uma tag que sobrou do chá da Morena, resolvi fazer uma etiquetinha pra identificar a malinha dela.

Pra ficar tudo pronto só falta arrumar as minhas coisas e as do Mendel e as lembrancinhas da maternidade que já estão sendo finalizadas. Tá chegando!!! 

Amamentação em público

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Morena ainda nem nasceu e muito antes de engravidar já me via pensando no assunto. Tenho várias amigas que já são mães e amamentam na boa em público. E o fato de amamentarem na minha frente, em um restaurante, na rua, na chuva, na fazenda não me incomoda nem um pouco. Pelo contrário, me revolto com a restrição que alguns lugares fazem em relação a amamentação. Se a mulher sente-se a vontade de amamentar onde quer que esteja o direito dela DEVE ser preservado. O MEU problema é com relação aos MEUS seios expostos.

É claro que vou amamentar a Morena, é lógico que não ficarei presa em casa por não me sentir a vontade de amamentar em público. Acho muito estranho a ideia de que meus seios se tornarão algo público quando começar a amamentar. Não imagino por exemplo meu sogro na sala da minha casa e eu colocando os peitões pra fora. Sério, pra mim isso é muito surreal, já conversei sobre isso com minhas amigas mães e todas elas me disseram que quando ela nascer isso muda. Que no início rola uma vergonha mas que com o tempo passa. Sei não hein? Pode ser que esse seja um dos muito cuspes que a maternidade fará cair na minha testa. 

Enquanto Moreninha ainda está na pança, andei procurando formas de amamentar em público sem ser tão público assim. Existem vários sites que vendem blusas próprias para a amamentação (aqui, aqui e aqui). Exste também a tal capa de amamentação, com relação a ela eu ainda não tenho uma opinião formada. É um tanto quanto esquisita, mas se a ideia for realmente a de não mostrar os seios, acho que ela cumpre bem a função. 

Obs: Não ganho nada pra falar desses sites e nem nunca comprei em nenhum deles. Eles estão aqui pra ilustrar sobre o que eu estou falando.

Ainda não comprei nenhuma dessas coisas pra amamentação. Ganhei dois sutiãs de amamentação da minha mãe e vou deixar pra ver essas coisas depois que ela nascer. Não são coisas exatamente baratas e não quero gastar dinheiro a toa, vai que o cuspe cai antes do que imagino?

E aí mães, como vocês fazem? Não se incomodam, tem algum método, ou são como eu acho que serei?


Roupas na gravidez

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Quando engravidei eu já tinha muitos vestidos longos e soltinhos e eles foram os meus principais companheiros ao longo da gravidez. Acontece que conforme ela vai avançando a gente vai cansando de usar sempre a mesma coisa e sente que voltou a época da escola e voltou a usar uniforme.

Mesmo com a paciência acabando de usar as roupas eu não queria investir muita grana em roupas para grávidas que em geral são bem carinhas. A primeira peça que comprei foi esse short jeans em uma feira de gestante e bebê. Comprei quando tinha três meses de gravidez e até hoje ela me serve confortavelmente, com certeza foi uma peça que valeu a pena o investimento apesar do valor altinho. Ele é jeans e na cintura tem uma faixa de elástico que é meio feinha, mas super confortável. Eu comprei uma calça de brin para grávida que tem a regulação interna e não me adaptei, achei desconfortável e só consegui usá-la umas três vezes :/ 





Eu recebo emails de um site de compras próprio para mães e bebês, um dia recebi que uma loja estava com promoções de roupas para grávidas. Comprei esses dois vestidos, a tal calça de brin por um preço super bacana, o único arrependimento foi a calça. Ainda bem que o preço foi bem camarada o que não causou arrependimento de comprar sem experimentar. Essas três peças custaram menos do que o short jeans.




Buscando uma alternativa à calça legging, eu comprei essa calça bem baratinha nas Lojas Americanas que uso até hoje na gravidez, ela é super confortável e dá pra usar tranquilamente depois que a gravidez acabar.


Não acho que seja necessário comprar um armário novinho de roupas. Dá pra adaptar peças que você já tenha com algumas poucas aquisições e sobreviver ao limbo da moda que aflige as grávidas. 

8º Mês

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Nesse mês a falta de ar continua firme e forte e pra fazer companhia a ela o inchaço veio com tudo. Ando tão inchada que no domingo eu não tinha tornozelos. Até chegou a me preocupar e mandei uma mensagem pra minha médica que me tranquilizou e disse ser super normal nessa reta final.

O quarto da Morena já está quase todo pronto, só falta instalar a tela de proteção e o meu cunhado terminar de fazer a pintura artística. Ansiosa mode on! As roupinhas e todo o enxoval estão lavadinhos, as muitas fraldas (foram mais de 2.000!!!) ganhas estão todas guardadinhas e organizadas por tamanho. Falta arrumar a malinha da maternidade e isso será feito até semana que vem :)

A maior parte das roupinhas e roupas de cama foram lavadas pela minha mãe e a Zefa que trabalha pra ela, mas eu fiz questão de lavar algumas. Essas na foto são as roupinhas a partir de 3 meses que lavei ontem, não foi trabalho nenhum. Pelo contrário, cada peça que lavava lembrava quem tinha dado e imaginava quanto carinho já estava impregnado nessas roupinhas. Acho que só mãe é capaz de se emocionar lavando roupas. MãeÉTudoBoba!


Trabalho X Gravidez

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Não sei como é trabalhar no fim da gravidez em outras profissões. Sou professora e confesso que na segunda a noite eu já começo a sofrer pela terça. Na terça eu dou 10 tempos de aulas seguidos com um intervalo para o almoço. Vou me arrastando, desanimada e cansada, porém eu gosto tanto do que faço que o dia vai passando e eu nem "sinto" que as aulas foram passando. Quando chega no final do dia agradeço e volto pra casa com uma sensação boa de dever cumprido e com as energias renovadas pra dar aulas nos outros dias da semana.

Claro que chego em casa e não sou ninguém, não tenho energia nem pra fazer o jantar. Se não tiver nada pronto, eu peço pra entregar e na quarta eu mal saio do sofá. Na quinta e no sábado tudo recomeça e já conto os dias pra entrar de licença.

Ao mesmo tempo que o cansaço bate e desanima o carinho dos alunos me deixa com uma pontinha de tristeza de ter que deixá-los no meio do ano letivo. Acho que é por isso que eu não peço uma folguinha pra minha médica. Eles entendem a falta de ar e as explicações pausadas pra respirar, passam a mão na barriga e me enchem de água. É um carinho que faz valer a pena sair da cama e ficar 10 horas em pé. Meus alunos já estão fazendo um bolão pra ver quem adivinha quando ela nasce. Morro de rir!

O meu trabalho me enche de prazer e mesmo assim é difícil sair de casa, imagino quem não ama o que faz como deve ser no finzinho da gravidez onde tudo cansa o triplo. Ser "obrigada" a trabalhar até quase o parto é cruel com as mulheres grávidas, se a gente pede a licença com muita antecedência a gente perde tempo com o bebê e ter que fazer essa escolha dói. Aliás deve ser a primeira das escolhas dolorosas que nós faremos na maternidade.

Chá de fraldas oficial - comidinhas e identidade visual

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 A identidade visual foi feita pelo meu cunhado. Eu pedi que tivesse uma pinguinzinha, nós adoramos pinguins, inclusive eu e o Mendel nos chamamos de pinguim e pinguéia. No nosso topo de bolo tinha também um casal de pinguins. Meu cunhado caprichou e me apaixonei imediatamente por ela.






Na mesa dos convidados tinha essa florzinha com uma tag para levarem pra casa.

Para as comidinhas eu que normalmente meto a mão na massa, mas dessa vez tive que delegar muito. Pedi muita ajuda, encomendei algumas coisas e amigos colaboraram trazendo coisinhas gostosas. 
Cachorro quente de linguiça - eu fiz
Pães a metro - Eu encomendei os pães em uma padaria, comprei os recheios e minha irmã e uma amiga montaram. Fizemos dois, um de lombo canadense e queijo bola e o outro de queijo minas e blanquet de peru.
Mini sanduiches - encomendei em uma padaria na Barra da Tijuca e como a dinda da Morena mora perto pedi pra ela buscar. Era pra ela pagar e eu daria o dinheiro pra ela aqui. Ela não aceitou e virou presente. Obrigada!
Salgadinhos - Kibe, bolinha de queijo e coxinha. Presentes dos sogros, estavam ótimos.
Pastinhas - A Ju arrasa nas pastinhas e trouxe três sabores: tomate seco, gorgonzola e salaminho. Delícia.
Queijo brie com geléia - Minha irmã trouxe e eu comi um monte.
Vaca atolada - minha mãe fez esse caldo que leva aipim com carne e é uma delícia!

As comidinhas foram coisas simples que geralmente agradam a todos. Tudo estava bem gostoso, fez sucesso e me deu pouco trabalho



 Pão a metro montadinho

Mesa dos salgados montada

Os doces eu fiz quase todos. O bolo é lógico que eu não abriria mão de fazer, o recheio era de brigadeiro preto e brigadeiro branco, fiz cupcakes de churros que viraram obrigação nas festas aqui de casa e docinho de copinho de brigadeiro de paçoca. Os docinhos enrolados eu encomendei de brigadeiro, casadinho. cajuzinho, e beijinho. Todos deliciosos.








Nós bobões :)

Chá de fraldas oficial - decoração

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Estávamos em dúvida se faríamos ou não o chá de fraldas, a gente pensava nos gastos e se realmente a canseira da organização valeria a pena. Decidimos fazer não só pra ganhar muitas fraldinhas, mas também pra comemorar um monte de coisas boas: meus 30 anos, 3 anos de casados, dez anos juntos e lógico a chegada da nossa Morena. tantas comemorações não podíamos deixar passar em branco.

A princípio seria feito no play de um amigo com mais estrutura e conforto, mas o porteiro dele fez uma confusão tremenda e marcou a data errada. Acabou sendo no meu "play" que é bem ruinzinho, só que com a ajuda da minha irmã e meu cunhado ele ficou bonitinho. A decoração foi toda pensada por eles, eu só pedi que tivesse uma pingunzinha e fomos ao Saara comprar tudo que foi usado pra decoração. No sábado cedo  começamos a arrumar tudo e antes das 14h já estava tudo arrumadinho e fofuxinho.

 Pra esconder a cerâmica horrorosa, eles bolaram essa parede de patchwork com as toalhas das mesas dos convidados.
 Com as florzinhas que sobraram nós amarramos na grade pra dar uma graça.

 Na mesa do bolo forramos com TNT e amarramos o nome dela em bolas de festa.

 Encomendei bolas de gás hélio pra enfeitar o espaço.

 As florzinhas das mesas dos convidaodos foram compradas na Cadeg no sábado bem cedo.


 Mesa do bolo

 Vista de cima.


No próximo post falo das comidinhas, das fraldas e da identidade visual linda que meu cunhado fez. Eu amei muito ter feito o chá e me arrependeria horrores se não tivesse feito. Só acho que deveria ter feito com menos tempo de gravidez. Fazer um chá com 8 meses foi realmente muito cansativo.

Mini chá na academia

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Eu faço pilates de solo há três anos e acabamos formando uma turminha animada, sempre que possível inventamos algum lanche pra fazer, já fizemos de frutas, doces, junino, caldos, festival de chocolate. Enfim, um monte de desculpas pra gente comer e fofocar. 

As meninas da academia resolveram aproveitar a releitura da tarde de caldos pra fazer um mini chá de fraldas pra Morena. Pra agradecer tanto carinho eu resolvi fazer uma lembrancinha, foi uma tarde bem agradável.

Queria uma lembrancinha que tivesse alguma utilidade, fui na Caçula e pesquisar o que poderia servir, encontrei esses sabonetinhos cheirosinhos e comprei saquinho de "filó" e fiz uma espécie de sachê que serviriam pra dar cheirinho na gaveta. na net encontrei essa tag, mudei o nome e coloquei no saquinho. Simples, fácil e bonitinha.

A lembrancinha

 Uma amiga fez essa sandália pra Morena de crochê.

 Os caldos.

 docinhos não podiam faltar.

 Eu e a Michelle, professora que virou amiga.



Nossa turminha.

Enxoval de bebê

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Eu me assustava cada vez que procurava uma lista de enxoval pra bebê. Ficava perdida sem saber pra que serviam um monte de coisa e achava que outras eram totalmente desnecessárias. Ficava me perguntando se tudo aquilo era realmente necessário e se valia apena gastar uma pequena fortuna com algo que o bebê usaria por tão pouco tempo. Eu e o Mendel entramos em um acordo de que só investiríamos um dinheiro considerável naquilo que acreditamos ser útil. Digo acreditamos porque Morena  ainda está dentro da pança e não sabemos como será no dia a dia.

Nós demoramos a começar a comprar as coisas pra ela porque não sabíamos o sexo e tínhamos muita coisa pra organizar na nossa casinha. Coisas que já estavam nos planos e que a gente sempre postergava, com a gravidez não teve jeito, e aos poucos reformamos os tacos, pintamos a casa, fizemos mudanças na parte elétrica pra instalar ar condicionados. Enfim, coisas que dependiam de grana e tempo e com isso fomos adiando a compra do enxoval. 

Morena ganhou muiiiita coisa até agora, digo sem medo que 80% das roupinhas que ela tem foram presentes de amigos e familiares. Esse carinho imenso fez com que o custo com o enxoval caísse bastante. Em abril eu fiz uma listinha de coisas que ela ainda não tinha e que achava necessário e fomos ao SAARA (centro de comércio popular no Rio de Janeiro) e compramos as coisas que estão nas fotos abaixo.

 Fraldinha de boca, comprei essas 6 e achei que seria pouco. Comprei mais um kit com 3 e depois Morena ganhou mais dois kits. Agora temos 18 fraldinhas de boca e acho que o número é ótimo

 Bodies regata para ela usar com uns 4-6 meses, compramos esses por serem simples e ótimos pra ficar fresquinha em casa no verão carioca.

 Bodies com manga curta pra ela usar com 4-6 meses, simples pra ficar em casa.

 Sapatinho meia, pra ela usar desde que nascer porque é fofinho e acho que serão úteis pro friozinho.

Macacões RN bem baratinhos pra ficar em casa quando nascer. Esses foram bem baratinhos mesmo e como nessa idade bebê perde roupa rápido, acho que não valia a pena gastar muito dinheiro nisso. Morena tem uns macacões pra RN lindos que acabei comprando ou ela ganhando. Mãe é bicho bobo e quando se apaixona por alguma coisa não resiste. 

 Toalhas de banho com toalha fralda dentro. Dizem que pra bebê pequenininho as toalhas felpudas tem que ter a toalha fralda por dentro. Depois Morena ganhou toalhas da minha sogra, da minha mãe e de uma amiga. Algumas não vieram com a fralda por dentro, comprei avulso e minha mãe costurou por dentro. Agora temos 5 toalhas e acho um ótimo número.

 Trocador de fralda portátil, só precisa de um e eu me apaixonei por esse hipopótamo sorridente.

 Cueiro, nós compramos um kit com 3. Minha mãe disse que os melhores são de flanela e esses são de algodão. Fui em uma loja de tecido e comprei três cueiros de flanela pra ela fazer crochê em volta, depois Morena ganhou mais um monte de cueiros. Eu já perdi as contas e acho que ela terá cueiros pro resto da vida dela. Devem ser uns 20, não tenho certeza porque minha mãe está fazendo biquinho em todos eles.

 Fraldas de pano que dizem servir pra tudo. Cada pacote desse vem com 5 fraldas, minha mãe comprou mais umas 6 fraldas e acho que tem mais um pacote aqui em casa. Acho que também tá em boa quantidade, mais uma vez não sei a quantidade certa porque minha mãe fez biquinhos de crochê nas fraldas também e estão todas na casa dela. Minha mãe virou ALOKA dos biquinhos de crochê. hahahah

 Toalha fralda, a caixa vem com 3 unidades e depois eu comprei mais uma caixa. Mais uma vez não sei ao certo porque estão com minha mãe fazendo biquinho.

 Conjunto de saída de maternidade, ela não vai sair com essa roupinha da maternidade, mas achei bonitinha e o preço estava ótimo!

 Balde para dar banho, não teremos banheira por não ter espaço e quando ela estiver mais crescidinha daremos banho no chuveiro junto com a gente.

 Comprei esses dois tecidos pra minha mãe fazer dois kits berço. 

Calças vira pé, são calças que dá pra usar com o pezinho fechado ou com ele a mostra. 

Nessas coisas gastamos em torno de 400 reais, minhas dicas pra quem está começando a montar um enxoval é esperar um pouco principalmente pra comprar roupinhas. Os amigos adoram presentear e muitas coisas fofas e lindinhas serão dadas. A outra é pra questionar bastante essas listas que a gente encontra pela internet. Pense em como é o modo de vida de vocês e procure coisas que ache que vão se adequar a sua realidade. Se no futuro você achar que tal item é realmente necessário compre. Tente se concentrar nas coisas mais básicas e que normalmente as pessoas não presenteiam. Acho que só falta pro enxoval da Morena, roupas de cama, mas como ainda não encontrei nenhum que tenha gostado estou adiando, mas até o fim de junho fecho o enxoval todo dela.
 

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