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Onde foi parar a educação?

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Eu sou uma pessoa impaciente, mas mal educada normalmente não. Claro que vez ou outra não dá pra manter a linha, mas hoje em dia as pessoas fazem questão de deixá-la em casa.

Ontem fomos ao shopping, eu Mendel e mamy. Entramos os três no elevador que estava cheio e o elevador começou a apitar indicando superlotação. Antes mesmo que a gente pudesse sair as pessoas começaram a gritar com a gente. Parei olhei pra eles e falei que era só ter calma que nós sairíamos . Sai do elevador fula da vida com a falta de educação. É assim, você grita com qualquer um? Sem motivo algum?

Outro dia estava na fila do mercado pra minha que tinha ido pegar algo que ela tinha esquecido (sempre!). A fila era preferencial (idosos, deficientes, gestantes) de repente eu começo a escutar uma velhinha atrás de mim falando mal de mim que eu era nova que não tinha nada, mas que estava ali desrespeitando a fila. Virei pra senhorinha e expliquei que a minha mãe tinha direito aquela fila e que eu estava aguardando ela voltar que se eu estivesse sem ela de forma alguma eu estaria naquela fila pois sou uma pessoa educada. Não sei que imagem ela fez da minha mãe, mas quando a minha mãe chegou a velhinha se emputeceu de vez e fez um semi barraco chamando o segurança falando que a minha estava usando a fila que não era dela. Aparentemente minha mãe não tem nada, mas ela tem uma série de problemas de saúde e é transplantada o que dá direito a usar essas filas. Quando minha mãe mostrou a carteirinha de transplantada para ela, ela virou na cara de pau e disse: "nunca vi deficiente usar salto e andar toda arrumada". Respirei fundo e dei as costas aquela senhora antes que mandasse ela pastar.

No trânsito é sempre uma loucura. Não vou nem entrar nos detalhes, mas a única vez como motorista que participei de um acidente, eu estava parada no sinal vermelho e o ônibus bateu em mim, de leve, nada grave. Desci do carro e o motorista ainda disse que a culpa era minha?!? Reunião de condomínio, nessa a educação não existe de maneira nenhuma. Na última daqui do prédio uma vizinha gritava que ela pagava o condomínio e por isso ela tinha o direito de fazer baixaria na reunião?!? Sério????

Eu sou uma pessoa muito sensível e essas coisas me tiram do sério, me entristecem e me irritam de tal maneira que já chorei quando furaram a fila na minha frente no posto de vistoria do DETRAN. Sinceramente não entendo e não consigo me acostumar.

Beijocas

"Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas"

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Olá pessoal,

Ontem a Musa citou um post que eu fiz (nem lembro qual) e o fato de não lembrar dele e ele ter sido importante pra alguém me fez lembrar dessa passagem do livro O pequeno Príncipe. Li esse livro já velhinha e essa passagem me marcou muito. Realmente, aquilo que falamos e fazemos deixam marcas em nós e nas pessoas que nos cercam.

Pessoas me fizeram mal e mesmo hoje afastada delas ainda dói quando lembro do que me fizeram. Já errei? Já! Muitas vezes. Sou humana, algumas vezes reconheci o meu erro e pedi desculpas, outras não e a vida segue pra todo mundo. Volta e meia me pego remoendo feridas do passado que não cicatrizaram e isso me entristece. Preferia que o barroca tivesse decido e as coisas terem sido resolvidas, mesmo que a gente nunca mais nos falasse, mas o disse me disse me fez mal.

Uma vez li uma crônica da Marta Medeiros publicada na revista de domingo, onde ela dizia que a pessoa só morre quando a última pessoa que lembrar dela morrer, enquanto isso ela ficará viva na memória das passoas. Concordo com essa colocação dela. Quantas vezes me peguei conversando com meus avós como se eles estivessem ao meu lado e de tanto falar deles o Mendel diz que os conhece. Não sei se as pessoas acreditam nisso, mas eu não quero que as lembranças que ficarem de mim sejam ruins.

Tudo isso é pra refletir as ações que fazemos, mesmo que as vezes sem intenção magoamos as pessoas e isso pode se arrastar por looooongos anos. E eu não quero que mesmo aquelas que não fazem mais parte da minha vida lembrem de mim com rancor. Quanto ao passado, infelizmente não posso mudá-lo, mas daqui pra frente vou tentar pensar duas vezes antes de agir, ou quem sabe três? Não custa nada tentar.


Beijocas


Crescendo e aprendendo.

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Olá pessoal,

Como a gente é inocente quando criança né? Eu lembro bem quando eu falava que com 18 anos eu moraria com uma colega e já seria dona do meu nariz (rindo muito). Bem isso é pra lembrar de um diálogo que sempre se repetia nos dias de faxina na casa da minha mãe quando eu era criança/adolescente.

Eu: Não quero fazer isso, não gosto.
Mãe: Tem que fazer, porque um dia você vai ter a sua casa e vai ter que cuidar dela.
Eu: Vou casar com um homem rico e terei empregada.
Mãe: Mesmo assim, você tem que saber fazer pra ensinar a sua empregada como você gosta das coisas arrumadas.

Tolinha eu. Casar com um homem rico eu até poderia, mas provavelmente eu não conseguiria ficar sem trabalhar, sem ganhar o meu próprio dinheiro. Isso me faz lembrar um outro diálogo que tive com uma vendedora em um shopping.

Vendedora: Quer ver uma bolsa? Leva a bolsa é linda!
Eu: Não, o marido vai reclamar.
Vendedora: Parcela que ele nem vai perceber.
Eu: Não quem paga sou eu, ele vai reclamar de falta de espaço.

Esses eventos me fazem refletir sobre uma série de conceitos que vão sendo colocados nas nossas cabecinhas ao longo dos anos. Do tipo "o homem é o provedor", "meu marido tem que me bancar, o meu dinheiro é só pra mim" (essa eu já ouvi de amiga). Não consigo entender. Se eu casei, foi pra constituir uma família e as responsabilidades para manter essa família serão nossas. Tenho o maior orgulho de dividir as contas com o Mendel de ver a nossa casinha tomando forma e a cada dia a nossa recém família se fortalecendo.

Minha mãe me criou pra ser independente. Sempre falou que a gente teria que estudar pra ter nosso dinheiro e não depender de ninguém financeiramente. Hoje agradeço muito a minha mãe por me educar assim. Cuido muito bem da nossa casinha, claro que agora eu pedi arrego e peguei emprestada da minha mãe a ajudante dela. Tenho uma ajudante uma vez por semana, agora eu não preciso mais fazer faxina na nossa casinha, mas todo o resto eu faço. Confesso que acho bem difícil orientar alguém quanto a organização da nossa casinha.

Todo esse papo é pra mostrar o quanto é difícil criar um filho, lá em casa a gente sempre teve empregada e mesmo assim minha mãe nos ensinou a fazer de tudo e nunca nos deixou ficar "folgadas" recebendo tudo na mão. Hoje eu enxergo como aquelas horas chatas de educação para o lar foram importantes pra mim. O Mendel é que agradece, ele me acha uma cozinheira acima dos padrões humanos. Sempre aplaude a minha comida e eu fico toda boba!

Beijocas

 

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