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Desejos

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Eu tenho tido poucos desejos. Desejo de sentir o cheiro e gosto da comida só de lembrar dela eu só tive um. No ano novo estava em Rio das Ostras e de repente veio o cheiro e o gosto do mexidão que meu pai fazia quando eu era criança. Mexidão nada mais é do que pegar o que tem na geladeira acrescentar ovos, linguiça calabresa e de preferência uma carninha de porco que tiver dando sopa. Mistura tudo na frigideira e manda pra dentro. Acompanhado com uma bananinha fica perfeito.

Meu pai é mineiro e segundo ele esse prato é bem típico de lá e vendido até nos jogos de futebol no Mineirão. Assim que senti o desejo mandei mensagem pro meu papito e assim que possível ele chegou lá em casa carregando todos os ingredientes com minha mãe a tira colo, logo depois chegaram minha irmã e cunhado. O mexidão acabou virando uma deliciosa reunião de família. Comi um monte e nossa sementinha ficou mega feliz com o carinho do vovô.

 
Papito e mamita nos preparativos.


 Mexidão pronto. Hum hum

Dia dos pais diferente

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Meu papito tem uma cabeça mais jovem, pra vocês terem uma ideia ele acha que tá muito novo pra ser vovô e é o único dos futuros avós que não nos cobra um remelentinho. De novo não tem muita coisa não, ele já tem 57 anos.

Minha irmã sugeriu que a gente o levasse para fazer uma corrida de kart e a família super topou a ideia. Só meu pai não sabia e estava morrendo de medo do que estávamos aprontando. Ele achava que a gente ia colocá-lo para saltar de asa-delta. hahaahahha

Ninguém do grupo tinha andado de kart na vida e minha mãe cismou que ia andar. Minha irmã disse que não, eu liberei frisando que ela era café-com-leite. Procuramos na internet um kart que abria de manhã e agendamos nossa corrida para 11:30 da manhã. Isso era importante porque imagina ficar dando voltas depois de almoçar e tomar um chopinho. Impossível!

Eu fiquei em penúltimo, meu pai ganhou a corrida e não pensem que a gente deu mole pra ele não. Ele cortava, fazia ultrapassagens e até dava umas batidinhas no nosso carrinho pra passar. O bom foi ver a carinha de felicidade  no fim da corrida.

Foi um dia dos pais diferente que pretendo repetir. Ano que vem estamos pensando em fazer uma disputa de paintball.



 Se preparando pra correr.

 No fim da corrida, todo suado e feliz.

 Família correndo unida.

 Pódio, só deu os meninos.

Papito e seus prêmios.

Sete anos atrás

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Há sete anos eu enfrentava o medo e a incerteza. Minha mãe era submetida a um transplante renal e o doador era o meu pai. Vivi a experiência de ver meus pais serem levados juntos ao centro cirúrgico. Eles passaram por mim cada um deitado numa maca e eu só pude olhar. Não podia tocar e nem falar com eles. Meu coração ficou pequeno só de imaginar o que poderia acontecer com eles, ao mesmo tempo eu tinha a certeza que Deus escreve certo por linhas tortas e que se entre as pessoas que se ofereceram para doar o meu pai foi o único que poderia. Daria certo!

A expectativa era que em 15 dias minha mãe teria alta. Na verdade a coisa foi muito mais complicada. Por várias vezes ouvi dos médicos que o rim transplantado não funcionava e que estava sendo rejeitado. Ouvi inclusive o médico dizer que tinha jogado a toalha que já tinha marcado a cirurgia para retirar o enxerto, só faria um último exame para ter certeza que não havia fluxo sanguíneo no rim. Eu ia ao hospital todo dia levar água mineral e outras coisas que minha mãe precisava, no dia do tal exame eu cheguei e a enfermeira disse que ela estava fazendo o exame. Invadi o centro de imagens corri feito louca do segurança até que encontrei uma enfermeira que me conhecia e disse que eu podia ficar. Entrava e saia médico da sala e eu esperando do lado de fora. Até que saiu um médico novinho com cara de boa gente e resolvi me apresentar e perguntar sobre a minha mãe. Imediatamente ele abriu um sorriso e disse que tinha fluxo sanguíneo, que o rim não estava podre como outro médico havia dito e que em questão de tempo ele iria funcionar. Na mesma velocidade que entrei no centro de imagens eu saí em busca de sinal de celular. Liguei pro meu pai em prantos e mal conseguia falar. Ele começou a chorar do outro lado da linha imaginando o pior e quando finalmente consegui falar só falei "tem fluxo!" Foi uma das poucas vezes que ouvi meu pai chorar e ficamos alguns minutos assim cada um chorando na linha e desligamos sem dizer nem uma palavra. Pra mim esse foi o dia mais importante da minha vida.

Ao todo foram 3 meses de internação até que o rim funcionasse de forma satisfatória e minha mãe não precisasse mais da máquina de hemodiálise para viver. Agosto é o mês que minha mãe renasceu. Sou eternamente grata ao meu pai que doou um pedaço dele para que minha mamita linda tivesse uma melhor qualidade de vida, aos médicos, enfermeiras, equipe técnica do hospital dos Servidores do Estado, aos pacientes que ali estavam internados e que muito apoio davam à minha mãe e amigos que se dispunham a visitar e a doar sangue à ela durante esse período.

Foto tirada em um domingo de visita. Minha mãezinha é muito amada mesmo, isso é só uma parte das visitas, algumas já tinham ido embora.

Um ano depois do transplante fizemos uma festinha de criança para ela. Afinal ela completava um ano de vida nova. As fotos estão péssimas, mas são de grande importância pra mim.




Mamita linda, que você tenha muitos anos de vida e que cada vez mais você me ensine a superar as dificuldades. Você é sem sombra de dúvidas a pessoa mais forte que conheço. Te amo!

Finalmente...

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Meu pai apareceu com a furadeira. Na sexta ele aproveitou o feriado do dia do funcionário público e veio aqui em casa para pendurar tudo aquilo que precisava de furadeira. Papi, encontrou nada menos que uma listinha com 9 itens. Pregou o porta vassouras, porta sabão, persiana do escritório, espelhos, mini penteadeira e de quebra fez uns pequenos reparos em algumas coisinhas. Demorou, mas valeu a pena esperar.

A "penteadeira" e a cadeira comprei na Leroy quando procurava prateleira que faria a vez de penteadeira, mas quando vi pequenina e da cor dos móveis do nosso quarto e com um preço ótimo não resisti. Os espelhos foram comprados na Praça 2 e o porta bolsas comprei de MDF em uma loja de artesanato e customizei com a mesma chita das letras. O meu espacinho da beleza ficou ótimo, não atrapalhe em nada a circulação da gente no quarto e ficou muito fofinho.

 Papi com sua super furadeira.

 Espelho de corpo inteiro e porta bolsas feito por mim. Acreditam que eu não tinha um espelho de corpo inteiro?

 Minha "mini penteadeira"

De pertinho

 
a cabeceira comprada no meu móvel de madeira que já mostrei antes. Agora no lugar certinho.

Xodó de mãe

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Olá pessoal,


Sopinha de inhame feita por mamãe.


Essa semana fiquei bem dodói, na terça começou uma dorzinha leve na garganta e na madrugada de terça pra quarta eu praticamente gritava (gritava não, mal conseguia falar) de dor. Depois de não deixar o Mendel dormir lá fomos nós para a emergência do hospital, voltamos pra casa com a receita de tudo que eu já sabia que teria que tomar.

Na quarta a febre veio com tudo e eu não conseguia fazer nada, comer nada e sozinha em casa fiquei ainda pior. Liguei pra mamãe que veio de malinha pra cuidar da filhotinha. Fez sopinha que foi a única coisa que consegui comer por volta das 16h. Mamita me encheu de xodó, cuidados, comidinhas e já dormi bem melhor o que me permitiu cumprir alguns compromissos chatos da quinta. O Mendel costuma dizer que ninguém compete com mãe e é a mais pura verdade. Vou contar uma história. Em 2005 quando a minha mãe estava internada e recém operada do transplante eu passei muito mal na casa do Mendel, os pais dele me levaram correndo para um hospital e lá foi diagnosticado pedra na vesícula e tinha indicação para operar. Liguei para o meu pai aos prantos falando de tudo. O que ele fez? Gargalhou literalmente e disse que eu estava no lugar certo que qualquer coisa ligasse pra ele. Hein? Fui para outro hospital e minha mãe me ligando e eu fingindo que nada acontecia. Depois de saber que não precisaria operar de emergência e já estava indo pra casa minha mãe ligou mais uma vez perguntando porque eu não tinha ido ao hospital (eu ia todo dia, mesmo com dois estágios e faculdade), como eu achava que tudo estava bem contei pra ela que estava saindo do hospital. Ela ficou desesperada e conseguiu que o médico desse licença pra ela ir pra casa passar o fim de semana e ver que eu realmente estava bem. Só mãe mesmo! Não é que o meu pai não estivesse preocupado, mas ele é muito prático. Tá doente? Tá no hospital? Então tudo certo, me liga vez ou outra que te levo pra casa.

Eu gostei muito de ter mamãe cuidando de mim nesses dias febris e dodói. Papai veio deixar mamãe e me liga só pra saber se estou melhorando.

Presente do Papi!!

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Quanto tempo não posto, mas é que final de ano para professor é um saco! Muita prova para elaborar conselhos de classe intermináveis e por aí vai... Mas mesmo assim estou sempre visitando vocês.

Hoje meu pai chegou aqui em casa com um presente pra mim, uma caixa grande e fina e falou que só poderia abrir no natal, como assim????? Morri de curiosidade e ainda bem que era brincadeirinha dele e abri rápidinho, um faqueiro lindo ADOREI!!!!!!!!!!! Ainda mais porque o papai não liga muito para essas coisas. Tô bem feliz.


Mudando de assunto completamente, semana passada fui na Casa Assuf que estava em promoção e o moço que me atendeu foi super grosso depois que eu disse que o meu casamento é em 2010, nem me atendeu falou que os vestidos que tinham eram aqueles ali e pronto virou as costas. Ai que raiva também ano que vem não volto lá. Pronto.



Beijocas meninas
 

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