Ontem a Musa citou um post que eu fiz (nem lembro qual) e o fato de não lembrar dele e ele ter sido importante pra alguém me fez lembrar dessa passagem do livro O pequeno Príncipe. Li esse livro já velhinha e essa passagem me marcou muito. Realmente, aquilo que falamos e fazemos deixam marcas em nós e nas pessoas que nos cercam.
Pessoas me fizeram mal e mesmo hoje afastada delas ainda dói quando lembro do que me fizeram. Já errei? Já! Muitas vezes. Sou humana, algumas vezes reconheci o meu erro e pedi desculpas, outras não e a vida segue pra todo mundo. Volta e meia me pego remoendo feridas do passado que não cicatrizaram e isso me entristece. Preferia que o barroca tivesse decido e as coisas terem sido resolvidas, mesmo que a gente nunca mais nos falasse, mas o disse me disse me fez mal.
Uma vez li uma crônica da Marta Medeiros publicada na revista de domingo, onde ela dizia que a pessoa só morre quando a última pessoa que lembrar dela morrer, enquanto isso ela ficará viva na memória das passoas. Concordo com essa colocação dela. Quantas vezes me peguei conversando com meus avós como se eles estivessem ao meu lado e de tanto falar deles o Mendel diz que os conhece. Não sei se as pessoas acreditam nisso, mas eu não quero que as lembranças que ficarem de mim sejam ruins.
Tudo isso é pra refletir as ações que fazemos, mesmo que as vezes sem intenção magoamos as pessoas e isso pode se arrastar por looooongos anos. E eu não quero que mesmo aquelas que não fazem mais parte da minha vida lembrem de mim com rancor. Quanto ao passado, infelizmente não posso mudá-lo, mas daqui pra frente vou tentar pensar duas vezes antes de agir, ou quem sabe três? Não custa nada tentar.
Beijocas

