Ontem encontrei com amigas o que é sempre muito bom. A-D-O-R-O o nosso momento clube da Luluzinha. Voltando de metrô com a Wal e fofocando a beça ela me pergunta como vou pra casa depois que descer do metrô. Eu toda sorridente respondi que pegaria um taxi. Ela fez uma cara de preocupação e disse que não pegava taxi na rua, que ligava sempre pra pedir um, que tinha medo, que não confiava e pronto instalou-se na minha orelha uma pulga do tamanho de um dinossauro e acabei ficando com medo, eu ia pegar o taxi em um lugar deserto e sozinha.
Sai da estação e tinha um taxi parado no sinal, abri a porta, mas antes de entrar li o nome da cooperativa e o número. Dei boa noite, avisei pra onde eu iria e enviei uma mensagem pro maridão com o nome da cooperativa e o número. Lógico que o Mendel não entendeu nada e ficou preocupado. É que a pessoa aqui não disse mais nada, era que a nóia era tão grande que eu tava com medo de ficar explicando muito e acontecer alguma coisa e eu não conseguir enviar a mensagem. Enfim, o taxista era um velhinho fofo que foi conversando comigo sobre o abuso da violência policial e em menos de 10 minutos eu já estava em casa. Expliquei tudo pro Mendel e combinei que sempre que eu pegar taxi sozinha independente da hora eu vou enviar uma mensagem com o nome da cooperativa e o número. Pode não ser muita coisa, mas alguém vai saber o taxi que me levava.
Eu nunca tinha pensado nisso, não tinha medo e preocupação nenhuma. Sempre vou conversando com os motoristas e sempre me trataram bem, mas infelizmente o mundo tá cada vez mais louco e nós vamos ficando "loucos" com ele. Tudo bem de "médico e louco todo mundo tem um pouco". Eu sou normal.
Beijocas

