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Novo Airão - Amazonas

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A cidade de Novo Airão é famosa pelo arquipélago de Anavilhanas ( o maior arquipélago de água doce do mundo) pelos botos. Se você quer ter um contato maior com os botos é pra essa cidade que deve ir. Infelizmente na época que fomos não estava sendo permitido nadar com os botos. Parece que eles estavam com algum tipo de alergia causada por protetor solar ou repelentes. A menina que nos atendeu no flutuante dos botos falou que vão construir uma plataforma de madeira onde os turistas ficaram com água na cintura e poderão "nadar" com os botos desde que sem nenhum produto na pele. 

Saímos por volta de 8h da manhã de Manaus e percorremos 200km até chegar na cidade. A estrada está em condições razoáveis de conservação, porém é muito mal sinalizada. A estrada tem longos trechos de retas e asfalto com poucos buracos, mas em compensação as curvas foram mal feitas e não são sinalizadas. Então se forem pra lá não se empolguem com o pé no acelerador porque do nada pode aparecer uma curva  bem fechada.

A cidade oferece vários passeios como a observação de jacarés (noturno), passeios de vária horas pelas anavilhanas, pesca ecológica de peixes nativos entre outros. Eu queria fazer o dos jacarés, o Mendel não e o preço não ajudou acabamos deixando pra uma outra oportunidade. Sim! Voltaremos com certeza!


Paradinha básica pra tomar café da manhã. Paramos no mesmo lugar na volta pra tomar o café da tarde.


Galinhas D'Angola na estrada, essas escaparam por pouco de virarem asfalto.

Chegando a Novo Airão.

Essa era a vista da nossa pousada. Ficamos hospedados na  pousada Bela Vista.

Nós fomos na época da cheia do rio, na época seca que eles chamam de verão forma uma praia onde é possível tomar banho. 

No primeiro dia almoçamos e corremos pra ver os botos eu estava igual criança e me decepcionei quando soube que não era possível entrar na água com eles. Depois desencanei, eles são enormes e eu já estava com medo de encostar neles, imagina se eu ia "nadar" com eles? Nunca! Medrosa mode on.

Essa menina na foto, a mãe e a irmã que começaram com o projeto de proteção dos botos, são 16 botos que as visitam todos os dias em troca de alimentos. Eles são livres e entram e saem a hora que querem do cercado. Alguns são mais ariscos que outros e mais gulosos também. Não é incomum você presenciar um boto roubando o peixe que estava destinado a outro. Ela chama os botos por nomes e o mais escandaloso e barraqueiro era o boto chamado Dani. O Mendel disse que tinha tudo a ver. Quase joguei o marido pros botos, outra semelhança que meu marido viu entre mim e os botos foi a respiração. Segundo ele quando estou com raiva respiro igual a eles. Meu marido me ama? hahahahahah
Elas cobram uma ajuda de custo de 10 reais por pessoa, achei o valor simbólico já que cada boto come em média 8kg de peixe por dia.



Boto saindo do cercadinho.

Mendel passando a mão no boto, mandei ele na frente de cobaia. hahahhaha

Esse era um dos fofinhos que aceitava carinho sem problemas.

Criando coragem. Morria de medo de cair dessa plataforma, ela sacudia bastante com os botos passando por baixo.





Anoitecer da nossa pousada

Barquinho nos esperando para o passeio pelo arquipélago





Essa árvore está a 6m de profundidade dentro d'água e segundo nosso guia o rio ainda ia subir mais.

Floresta a dentro com o barquinho.

Toda viagem que fazemos fotografo nossos pés juntos e na floresta Amazônica não seria diferente.




Embarcação que passou por nós 

Nos dois dias que ficamos na cidade almoçamos no restaurante Sabor do Sul, comida gostosa, ambiente simples (como tudo na cidade) e bem agradável.

Escabeche de Pirarucu

Presidente Figueiredo - Amazonas

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No terceiro dia da nossa viagem nós resolvemos alugar um carro pra fazer alguns passeios mais afastados. Um deles foi um bate e volta para Presidente Figueiredo, cidade conhecida por suas muitas e belas cachoeiras e corredeiras. Ela fica a 100km de Manaus e a viagem segue pela BR 174, estrada com asfalto novo, pouco fluxo de veículos (pelo menos nesse dia) e infelizmente muitos animais silvestres mortos atropelados. Nós contamos 5 no percurso de ida e volta. Vimos uma cobra gigante viva enrolada no meio fio, não deu pra bater foto porque quando vimos já estava em cima e não dava pra parar o carro porque a estrada não tem acostamento. Até parece que eu teria coragem de parar o carro e andar até a cobra.




A estrada é uma reta sem fim.

Na estrada é possível ver vários igarapés que se formam por conta das chuvas. Alguns viram praticamente uma praia.


Como só conseguimos alugar o carro por volta das 10h e nos perdemos um monte de vezes até encontrar a estrada acabamos chegando um pouco tarde na cidade. Nossa primeira parada foi o parque Urubuí, é um parque público e não paga nada pra entrar e tem vários restaurantes servindo comidas típicas. O principal atrativo é o rio de mesmo nome do parque que tem a coloração do rio Negro e é um de seus afluentes (então eu posso considerar que tomei banho no rio Negro?) O rio tem uma correnteza forte, água com temperatura agradável se compararmos com a temperatura das águas das prais do Rio de Janeiro. Ficamos pouco mais de duas horas no parque e seguimos pra cachoeira de Iracema. Essa paga-se dez reais por pessoa pra entrar e se mostrou uma grande decepção. Fomos pra essa cachoeira indicada por um dos funcionários do centro de atendimento a turistas, mas o caminho até a cachoeira estava em péssimas condições, com cara de abandonado, com lixo espalhado em alguns pontos, a "praia" da cachoeira estava impossibilitada de usar por conta do grande volume d'água. Acabamos andando no meio da vegetação e eu comecei a ficar com medo do aspecto de abandono e os barulhos dos bichos que eu não sabia qual era e nem de onde vinha. Voltamos rapidinho pro carro bem chateados.



Rio Urubuí


Índio na entrada do parque

Estrada que dá acesso as cachoeira de Iracema
Cachoeira de Iracema


Na volta paramos pra comer em um dos muitos cafés regionais que tem na beira da estrada. Paramos em um que parece fazer parte de uma franquia. O café regional da Priscila, que tapioca sensacional e gigante. Lá eles não comem tapioca como aqui no Rio não, do tipo individual e a qualquer hora. Lá eles comem principalmente no café da manhã e é possível ver barraquinhas de tapioca espalhadas por todo canto, mas só até as 10h da manhã depois elas fecham. Pedimos uma tapioca de queijo coalho e banana de um tipo que nunca tinha comido a pacovã, uma tapioca deu pra nós dois e comemos fazendo esforço pra dar conta.



Chegando em Manaus seguimos em direção ao bairro de Ponta Negra, um bairro mais chiquezinho que está passando por transformações urbanas significativas. Ficamos um tempinho ali olhando o pôr do sol e namorando.


Pôr do sol no rio Negro

Ponte que liga Manaus ao outro lado do rio


Ponta Negra

Praça em Ponta Negra, lugar gostoso pra passear, fazer um lanche e ficar observando essa vista linda.


Pra fechar a noite fomos no tão comentado bar do Armando. Li sobre o bar e seu famoso sanduíche de pernil em vários lugares e estava super curiosa pra experimentar. Quando finalmente encontramos o bar aberto paramos pra tomar uma cerveja e comer o tal sanduba. O atendimento do bar é aquele coisa super fria e mau humorada típica do atendimento manauara, o sanduíche não é nada demais. O Mendel definiu muito bem como um pão seco e carne sem tempero. Desistimos de experimentar os bolinhos de bacalhau e voltamos pro albergue pra dormir nossa última noite na cidade. No dia seguinte fomos para Novo Airão. Pra quem quiser conferir o famoso sanduíche o bar fica na praça do Teatro Amazonas e acho que só funciona a noite.

Fachada do bar

Decoração, não passa de um pé sujo que provavelmente eu não frequentaria se fosse aqui no Rio.

O sanduíche e o guaraná Baré, esse sim eu acho que deveria ser "importado" aqui pro Rio.

Tá vendo como o sanduíche é famoso? Mas eu definitivamente não entendi.

Carnaval na folia?

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NÃO!!!!

Eu e o maridão encontramos uma passagem para Manaus super barata em janeiro para o período do carnaval. Como das cinco regiões do Brasil eu só não conhecia a região Norte e conhecer a Amazônia, pelo menos parte dela era um sonho nosso, não resistimos e partimos pra um destino inusitado para o período.

Ficamos 5 dias entre Manaus, Presidente Figueiredo e Novo Airão. Vou falar de cada lugar por vez, começando por Manaus. 

Apesar de ser uma cidade com muitas atrações turísticas, porta de entrada de vários turistas estrangeiros a cidade não foi preparada para atender esse tipo de público. A cidade é confusa, os ônibus estão em estado de conservação ruim (apesar de um amigo que foi fazer o mestrado lá dizer que agora são bem melhores), pouco sinalizada, as pessoas são extremamente frias beirando a falta de educação (inclui nessa lista garçons, recepcionistas de hotel, taxista e todo prestador de serviço). 

Comida pra mim e pro Mendel foi um problema, como estamos na dieta e reeducação alimentar esses dias por lá foram de puro pé na jaca. Não porque a gente comia muito, mas por falta de opção e diversidade de frutas, verduras e legumes. Sim, Manaus fica incrustada na Floresta Amazônica, mas seu solo é pobre em nutrientes e não é possível produzir muita coisa, até porque para ter área de cultivo seria necessário desmatar. A alimentação manauara é composta basicamente de peixe e carboidrato.

Nessa época do ano é o período que eles chamam de inverno, período chuvoso e menos quente. Memso assim faz muito calor e você sua feito tampa de chaleira o tempo inteiro. É uma sensação esquisita.

Pronto já falei do que não é tão legal na cidade, o resto é de cair o queixo. Acha que o rio Paraíba do Sul é grande? Esquece! Sou professora de Geografia e tinha noção que o rio era grande, mas é imenso, um mar. Lindo, lindo!

Chegamos na segunda bem tarde da noite e fomos direto pro albergue dormir, acordamos cedo na terça e fomos direto ver os rios, ficamos algumas horas olhando aquela imensidão, os barcos cheios de redes e toda a movimentação que acontecem em torno dele. depois seguimos pro Bosque da Ciência que fica no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), lá é possível observar peixe-boi, ariranha, jacarés e animais silvestres soltos como a preguiça, miquinhos, capivaras, cagados. A vegetação existente no Inpa é mata primária, original e foi muito bacana ter esse primeiro contato com a floresta. A entrada custa cinco reais e não tem desconto pra estudantes.

De lá seguimos pro teatro do Amazonas. Ele é lindo por dentro e por fora e a visita guiada vale muito a pena. Custa 10 reais e estudantes pagam meia, acontecem de 30 em 30 minutos. Estávamos mortos e fomos pro albergue organizar o passeio para ver o encontro da águas dos rios Negro e Solimões.

As agências cobravam cerca de 150 reais por pessoa por um passeio que além do encontro das águas, incluía também ver as vitórias-régias, ribeirinhos, almoço e mais alguma coisa que não lembro. Eu e o Mendel não queríamos ficar presos e seguimos pra segunda opção que foi ligar para um barqueiro que tivemos indicação em um blog. O Fred nos cobrou 100 reais para os dois e nos levou pra ver o encontro da águas, vitórias-régias e ribeirnhos. Fomos só nós dois mais o barqueiro e fizemos tudo no nosso tempo. O Fred nos explicou várias coisas e contou umas curiosidades e ainda conseguimos ver botos naquela parte do rio que não é tão comum. Vimos a espécie Tucuxi que parece muito com um golfinho e bem diferente do boto rosa.


 Teto de uma parte do teatro, inspirado na visão que se tem quando se olha a torre Eiffel de baixo

 máscaras que homenageia artistas importantes do mundo todo



 Maquete do teatro toda feita em lego


 Encontro das águas. O rio Negro é mais quente e mais lento que o rio Solimões. Eles não se misturam por causa da temperatura, velocidade e densidade


 Com a mão no rio Negro

 Entrada do Inpa


 Peixe-boi

 A ariranha é tão braba que fica protegida ou a gente fica protegidos por duas grades. Por isso a foto ficou assim 

 Não podemos entrar no berçário :(

 Miquinhos soltos e aprontando

 Folha gigante!


Cadê a copa?
 

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