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Nunca mais será a mesma coisa?


Eu sempre gostei de dirigir e me sentia confortável e segura, mas depois do que vivemos há duas semanas atrás eu vivo me assustando e tendo crises de medo. Por exemplo, no dia seguinte a tentativa de assalto estava dirigindo e parei em um sinal de trânsito. Um homem saiu correndo pra atravessar a rua e imediatamente eu soltei o volante e me tremi toda. Não era nenhum perigo iminente, era só uma pessoas atravessando a rua e bastou isso pra eu ficar com medo e querer chegar em casa.

Viemos para BH para  ENG e numa noite saímos pra jantar. Na volta estávamos parados no sinal em baixo de um viaduto quando um barulho no vidro da frente nos assustou. Alguém jogou de cima do viaduto um saco plástico cheio de algum líquido. Tomei um susto tão grande que pedi pro Mendel avançar o sinal e acelerar. Pode ter sido somente uma brincadeira de mau gosto, mas esse acontecimento me deixou tensa e cheia de dor de cabeça. Nossos amigos que estavam com a gente pedia pra eu ter calma que não era nada, mas cadê que a calma vinha?

Não tivemos nada roubado no dia que ficamos reféns de bandidos armados, mas a preferia um milhão de vezes que tivessem levado o carro do que ter visto pessoas amadas ameaçadas com armas apontadas. Eles me roubaram muito mais do que coisas materiais. Me roubaram o prazer, a tranquilidade e a paz de andar/dirigir sem me preocupar.

Não deixei de fazer nada nem de sair pra qualquer lugar, mas se antes eu ia tagarelando com o Mendel, agora saio tensa e olhando pra tudo quanto é lado. Será que essa tensão passa? 


12 comentários on "Nunca mais será a mesma coisa?"

Marcela Pontes on 31 de julho de 2012 12:06 disse...

Mais do que normal, Danee. Qualquer situação que gera um stress tão intenso pode trazer essa consequência.
Há uns 3 anos encontrei minha mãe no quarto, desmaiada, sem respirar. Ela tinha tido uma crise convulsiva. Minha irmãzinha estava na cama chorando, desesperada. Tomei todas as atitudes que tinha que tomar, graças a Deus ficou tudo bem, Maria passou na frente. Só que até hoje fico neurótica. Se o Eduardo dorme um pouco mais, vou lá ver se ele está respirando. Se não consigo falar no telefone com minha mãe ou minha avó, já acho que aconteceu alguma coisa.
Com o passar do tempo, a intensidade do pânico diminui, mas não passa. Acho que só com terapia mesmo. E a oração alivia, acalma o coração.
Bjkssss e boa sorte!

Ju on 31 de julho de 2012 13:51 disse...

OI querida,
acho totalmente compreensível o seu medo, eu também ficaria assim. Na verdade já me considero um pouco medrosa nesse sentido, tenho medo de certos lugares e horários... e se estivesse passado por uma situação desta, acho que agiria da mesma forma que você. Infelizmente não tenho nada para te dizer que vá melhorar ou amenizar... Só acho que por conta do susto, vc não deve se cobrar agir como antes... claro que tb acho que vc não deva deixar de sair e fazer suas coisas, de jeito nenhum. Mas dê tempo ao tempo, permita-se sentir ir medo e aos pouquinhos vá tentando vencê-lo.
Um beijo ju

Helen Harris on 31 de julho de 2012 13:54 disse...

Essa sensação de impotência realmente demora um tempo para passar. É muuuito chato mesmo! A gente fica paranoíca e se assusta com tudo. Acho que nunca volta ao "normal," sempre ficamos com uma pulguinha atrás da orelha. Mas com o tempo, essa sensação vai diminuindo aos poucos. É muito ruim perder a sensação de segurança, de calma e tranquilidade. Infelizmente, é uma realidade triste da metropóle carioca... (quando a casa dos meus pais foi assaltada, em 2001, ninguém se sentiu seguro em casa...vc se sente violado, sabe? A solução foi mudar de apartamento, instalar alarme, etc, mas realmente, não dá para mudarmos a vida, a rotina toda...)
Espero que eventualmente vc e seus familiares se sintam um pouco mais tranquilos e em controle, pois ninguém merece andar tenso o tempo todo...é um estresse extremamente desagradável :(

Dayana Dalier on 31 de julho de 2012 17:19 disse...

Infelizmente é assim mesmo.
Eu vivo com medo...rsrs
trabalho no centro do RJ, aqui é mto perigoso!!
sempre ando tensa =/

Fran Huesa on 31 de julho de 2012 17:37 disse...

te entendo perfeitamente...a minha casa jah foi roubada e me senti desse jeito...mas hj tah assim msm...

bjos

Mayra on 31 de julho de 2012 17:48 disse...

Oh amiga, tudo foi consequência do que vcs passaram, claro que vai levar um tempinho para retomar a confiança mas tenho certeza que ela vai voltar. Imagina que minha "motorista" super safa vai deixar de ser a mesma, por causa de uns bobocas.. Bjos

Waleska on 31 de julho de 2012 19:38 disse...

Como as meninas disseram, dê tempo ao tempo sem pressa, deixa as coisas seguirem seu curso que daqui a pouquinho esse medo passa... :)

Carol on 31 de julho de 2012 22:01 disse...

Fica tranquila que o tempo faz com que a gente se lembre de vez enquando de tudo o que passou.. demora, mas passa.
Nunca te contei, mas ja passei por isso quando eu tinha 14 anos.. foi na estrada Grajau Jacarepagua.. eu e mamy ficamos mais de 1 ano sem passar por la.. e olha que moravamos do lado e sempre íamos pra Barra. Lembro a primeira vez que passamos la depois.. veio um filme na cabeça... perfeito. Além disso, te digo que toda vez que passo la eu lembro. TODA! E isso tem quase 20 anos!!
Mas cada um tem seu tempo pra se recuperar do trauma, espero que o seu passe logo.. fica tranquila que vc vai vence-lo.

Beijao e fica com Deus!

*Kellynha on 31 de julho de 2012 22:56 disse...

Fica tranquila !!
Isso passa sim,a uns meses fui assaltada na rua do trabalho e logo após o acontecido fikei do msm jeito q vc relato,sabe o q eh ta caminhando ,pegar um onibus e logo ficar imagina q ali tem um assaltante foi assim q fikei todo mundo q via na rua tinha cara de ladrão mais graças a Deus isso logo passou ,ore a Deus para que vc logo possa esta bem e recuperada desta situação!!!!!!!!!!Bjs!

Vanessa on 1 de agosto de 2012 08:40 disse...

Eu acho que ficaria da mesma maneira que você! Quando fui assaltada, fiquei dias sem conseguir andar sozinha na rua. E fiquei com a péssima mania de andar e olhar pra todos os cantos. Fiquei com medo, inclusive, de andar na rua à noite, mesmo acompanhada. Acho natural... mas voltar a ser como antes, só o tempo te acalmará...
Beijos!

Carina Cavalieri Cocchiarelli on 2 de agosto de 2012 12:38 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carina Cavalieri Cocchiarelli on 2 de agosto de 2012 12:40 disse...

Danee,
Uma vez fui assaltada em um engarrafamento, fiquei em estado de choque, fiquei revoltada, pois tinha várias pessoas vendo e niguém fez nada e acho que nem arma ele tinha.
Fiquei com medo e não queria mais dirigir, mas não deixei o medo me vencer e comecei dirigindo nas redondezas.
Mas a sensação de que vai acontecer a qualquer momento... de novo, demorou a passar.

Beijos e tudo vai dar certo
Carina
http://www.eusempreteamarei.com/

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