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Eu e as galinhas - Parte II

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Parte I - aqui

O percurso entre Rio-Belo Horizonte era muito comum na minha infância. não podia ter um feriadão ou férias que todo meu pai já se animava e colocava todo mundo no fusca. 

Nessa viagem em específico eu e minha irmã ainda éramos pequenas, tão pequenas a ponto de caber nós duas deitadas no banco traseiro do fusca. Papi ia dirigindo subindo a serra de Petrópolis com toda a potência e barulho de batedeira que o carro tinha. Eu era igual ao burrinho do Shrek, só acordava pra perguntar se tava chegando e pra dizer que tava com fome. 

A viagem seguia na mais perfeita calma até que em algum momento vimos um caminhão que transportava galinhas vivas tombado na estrada. Meus pais não pensaram duas vezes, encostaram o carro e pegaram 4 galinhas sobreviventes do acidente e colocaram no chão do carro entre os bancos do motorista e traseiro, duas de cada lado. A população dentro do carro dobrou de tamanho e passamos a ser 4 pessoas mais 4 galinhas.

Seguindo viagem deitadas no banco do fusca com as galinhas logo a baixo da gente, quando de repente meu pai teve que dá uma freada brusca que fez com que eu e minha irmã caíssemos em cima das galináceas. Como o carro era muito pequeno e caímos deitadas a gente não conseguia sair de cima das galinhas. Era um tal de pó pó pó, eu e minha irmã rindo e minha mãe gritando pra gente sair de cima das galinhas pra não matar as bichinhas. Depois de alguns minutos conseguimos levantar e enfim terminar nossa viagem. 

O destinho dessas galinhas foi a panela.




Eu e as galinhas - Parte I

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Não entendeu o título? Eu explico, tive uma infância rica em eventos culturais e brincadeiras que meus pais sempre nos proporcionaram. O que faltou de roupas de marcas, brinquedos caros. Sobrou de programas que nos formavam como crianças curiosas. Contei pra minha sogra a minha restrita relação com as galinhas quando criança, ela morreu de rir e sugeriu que escrevesse sobre. Achei que seria interessante, então aí vai.

Minha irmã é dois anos mais velha que eu e quando crianças a gente não reconhecia o amor imenso que tínhamos uma pela outra e não éramos a melhor companhia uma pra outra. então papito sempre deixava cada uma convidar um amiguinho(a) nos passeios e enchia o fusquinha de crianças. Íamos pra Quinta da Boa Vista, CCBB, praia, autódromo, feira de filhotes e tudo mais que nosso pai achasse interessante. Feita a contextualização necessária, vamos as galinhas.

Numa das feiras de filhotes que fomos cheios de amiguinhos cada criança ganhava na entrada um pintinho e voltamos cada um com seu pintinho feliz e sorridente pra casa. Lógico que os pais das outras crianças não deixaram elas ficarem com os pintinhos e nós adotamos todos. Deveria ser uns cinco ou seis, não lembro ao certo. Todo dia a gente descia com os pintinhos pra eles brincarem e era uma festa na quadra do condomínio, era pintinho correndo e um bando de crianças correndo atrás. Eu era meio Felícia e fazia o estilo vou amar, vou apertar e nessa de apertar matei dois pintinhos enforcados :( Juro que não era por querer, e meus pais contam que era um berreiro cada vez que engarguelava um. Os sobreviventes foram crescendo em baixo da mesa da cozinha e virando galos e galinhas adultos. 

Era mais ou menos assim que eu pegava nos pintinhos.

Imagina morar num apartamento de menos de 50m² e ter 3 galos que acordavam o prédio inteiro com um sonoro cocoricó!!!! Claro que não ia durar muito tempo né? Minha avó paterna mora em Minas e tem uma casa com quintal grande e que tinha um galinheiro. Fomos convencidas a levar nossos galos/galinhas pra casa da vovó, assim eles brincariam com os outros amiguinhos.

Preciso dizer que anos depois descobri que comi meus bichinhos? 

Juro que não sou traumatizada e morremos de rir quando relembramos essa história.




Nostálgica II

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Não falei que esses dias ando assim. Surrupiei várias fotos da bebê mais linda desse mundo EU! Como aqui em casa nós não temos scanner fotografei algumas pra vocês verem que bebéia fofucha que fui. Pra falar a verdade vou mostrar algumas fotos até os meus sete anos.


Com seis meses.

1 aninho

2 anos e meio

4 anos

5 anos. O Mendel diz que eu faço essa carinha até hoje e que consigo tudo com ela.

Com sete anos com a minha irmã. Eu estou com o uniforme azul e branco.


Beijocas
 

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