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Relato de parto - Parte II

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As dores aumentavam, estavam mais frequentes e com uma duração maior. Por volta das 22h elas já duravam mais de um minuto e praticamente sem intervalo entre elas. Mais uma vez fui pra de baixo do chuveiro com o Mendel sempre ao meu lado. Eu gritava quando vinha a contração e perguntava cadê a Kira que não chegava. Foi só eu terminar a pergunta que o interfone tocou, fiquei muito feliz dela ter chegado e que a partir daquele momento teria as massagens dela (santas massagens). Saí do box, Mendel me secava e lá vinha mais uma contração. As pernas bambearam e tive que me apoiar nele pra não cair.

Me levaram para o quarto pra Kira fazer o exame de toque pra ver quanto estava de dilatação, eu estava com medo de estar com aquela dor toda e ter somente 2 cm de dilatação. Ela fez o exame e não conseguiu verificar direito e pediu que eu ficasse deitada de barriga pra cima  que ela tentaria verificar na próxima contração. Ficar deitada de barriga pra cima tendo contração foi 3 momento mais difícil do TP. Quando terminou o exame ela fez um sinal de positivo pro Mendel e perguntei com quanto eu estava de dilatação, ela disse que eu já estava com 8 cm. 

O Mendel foi tomar banho, eu tomei banho e seguimos pro carro. Antes de sair de casa lembrei de pegar a Nossa Senhora do Bom Parto dada por minha mãe no início da gravidez. Do caminho de casa até a garagem tive umas duas contrações, quando elas vinham eu me apoiava na Kira. Entrei no carro e veio uma contração tão forte que a santinha que estava na minha mão voou longe e eu fui o caminho todo pendurada no puta que pariu. Ficar sentada parecia impossível, a cada contração a Kira pedia pro Mendel reduzir a velocidade. Nesse momento eu entrei na partolândia e não conseguia prestar atenção ao que acontecia a minha volta, olhava pela janela do carro e não fazia ideia de onde estava, mesmo conhecendo o caminho. Aguentar as contrações no carro com pouca mobilidade e sem água quente foi o segundo pior momento do TP.

As contrações vinham e eu gritava me apoiava na porta do carro o que fazia com que o vidro ficasse abaixando e levantando. Se você passou pela Linha Amarela na noite do dia 15/07 e viu uma mulher com cara de louca e gritando era eu hahaha. Chovia muito e eu gritava pro Mendel acelerar e a Kira pedia pra ele reduzir. Quando estávamos chegando eu comecei a sentir vontade de empurrar e gritava que ia fazer cocô no carro (antes de engravidar o meu maior medo era fazer cocô no parto, a minha médica disse que um dos primeiros sinais que a gente tem ao entrar em TP é fazer bastante cocô e realmente eu fiz um gigante logo depois da bolsa estourar e apesar de ter a sensação de querer fazer cocô eu não fiz em momento algum do TP. Eba!)

Finalmente chegamos no hospital. O Mendel estacionou e saiu correndo pra dar início na minha internação e eu fiquei com a Kira no carro esperando a Fernanda chegar. Em menos de um minuto a Fernanda chegou e com muito custo e duas contrações depois a Kira conseguiu me tirar do carro. Segundo o Mendel eu entrei na maternidade berrando e as pessoas que estavam no saguão de entrada ficaram assustadas comentavam que eu estava sofrendo e que estavam com pena e o Mendel dizia que um TP era assim mesmo e que estava tudo bem. A Kira foi me levando pra um elevador e minha médica disse pro Mendel acelerar senão ele ia perder o parto. Entramos eu, Kira (EO), Fernanda (obstetra), Cláudia (pediatra) e por último entrou correndo o Mendel, a porta já fechava e eu com contrações e tudo a segurava pra ele entrar. Lembro que tinha duas outras médicas dentro do elevador que reclamaram com a minha médica que eu não poderia subir por aquele elevador. Minha médica respondeu de forma ríspida que eu subiria sim por aquele que o bebê já estava nascendo. Eu levantei a cabeça que estava apoiada na Kira e mandei a mulher tomar no cu. Sim, com todas as letras. Vai brincar com uma mulher em trabalho de parto. hahahahahah

Chegamos no centro cirúrgico, a sala de parto humanizado fica dentro do centro cirúrgico me levaram pra uma salinha, tiraram a minha roupa e me colocaram aquela camisola sexy de bunda de fora e fomos todos pra sala de parto. Entrei na sala e falei que queria a banheira, a Fernanda me disse que não tinha tempo pra banheira que Morena já estava nascendo. disse que ia ao banheiro fazer cocô e ela disse que não era cocô que era Morena nascendo. Todas as vezes que dizia que queria fazer cocô ela repetia que era a Morena nascendo.


A cama era parecida com essa da foto, elas colocaram essa barra presa na extremidade da cama e me posicionaram de quatro, com os joelhos no chão e os braços apoiados na cama. Eu não me adaptei a essa posição, pois quando eu fazia força fechava as pernas e atrapalhava a passagem. A kira decidiu me mudar de posição e sentou o Mendel na ponta da cama, eu fiquei entre as pernas dele segurando na barra e de cócoras. No intervalo entre as contrações eu relaxava o meu corpo e o Mendel me segurava por de baixo dos braços. Kira e Fernanda estavam sentadas no chão e a pediatra em pé no canto da sala. A cada contração eu fazia força, mas não gritava com medo de gritar e desviar a força pro lugar errado. Apesar de fazer muita força parecia que nada estava acontecendo.

Nessa hora o ritmo entre as contrações diminuiu um pouco e eu fiquei com medo do TP travar. Na tentativa de retomar as contrações chamei a Morena, falei pra ela vir que eu e o pai dela estávamos de braços abertos pra recebê-la.  De repente comecei a sentir necessidade de gritar junto com a contração, na primeira força ela coroou e senti o tal do círculo de fogo, esse foi o pior momento do TP, queima muito! Mais duas forças, um grito enorme e a voz do Mendel ao fundo falando pra eu abrir os olhos que ela tinha nascido. Lembro de pensar que se ele estivesse me zoando e eu abrisse os olhos e ela não tivesse nascido expulsaria ele da sala. É que ele fazia algumas piadas no TP. 

Abri os olhos e lá estava ela linda, coberta de vérnix, presa em mim ainda pelo cordão de olhos e bracinhos abertos. Peguei ela no colo, deixei o corpo sentar no chão e olhava pra ela e pro Mendel sentindo uma alegria e emoção que nunca tinha chegado nem perto de sentir. Morena não chorou forte, ela fazia só uns barulhinhos. Olhei pra pediatra perguntando se estava tudo bem e o diagnóstico dela foi: Sim! Sua filha é bochechuda, se não estivesse eu não estaria aqui parada. 

Morena nasceu as 00:40 do dia 16/07/2013 depois de 12 horas de trabalho de parto, em uma sala escurinha direto pro meu colo e nele ficou por mais de uma hora. Não teve colírio, aspiração e exames desnecessários. Recebeu apgar 9/10. O pai cortou o cordão só depois de parar de pulsar. Foi ao berçário somente pra pesar e medir, não ficou um só minuto longe dos pais e foi pro quarto junto comigo. Depois que cheguei no quarto o Mendel foi procurar a chave do carro, carteira dele e meus documentos. Ele largou tudo na recepção e saiu correndo depois que a Fernanda disse que ele perderia o parto se demorasse. Antes de ir embora a Kira me disse que mentiu pra mim que em casa eu já estava com os 10 cm de dilatação. Definitivamente Morena quase nasceu na Linha Amarela.

Foi um parto lindo e rápido somente uma hora após chegar no hospital (o cartão do estacionamento mostrava que entramos as 23:40) Morena já estava em nossos braços. Pela manhã ligamos pros nossos pais avisando do nascimento da nossa passarinha e eu que ainda não tinha chorado, me desmanchei ao avisar à minha mãe que Morena finalmente tinha nascido.

Morena nasceu tão rápido que não deu tempo da fotógrafa chegar, ela chegou uns dez minutos depois que ela nasceu. Fotos: Bel Junqueira

 Até hoje ela vive com essas mãozinhas no rosto.

 Placenta e cordão umbilical.

 Mamando na sala de parto.

 Babões.

Mendel, minha doce Kira, minha amada Fernanda que briga contra o sistema pra que a gente possa parir de uma forma menos mecânica e mais humana e Cláudia que virou a pediatra da Morena. A equipe que me ajudou a trazer minha passarinha ao mundo. Obrigada, muito obrigada!


Relato de parto - Parte I

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Já o escrevi mentalmente várias vezes, mas nunca tenho tempo de escrevê-lo de fato. Vamos ver se agora vai.

Morena nasceu na madrugada de segunda pra terça, mas o relato começa bem antes. Na quinta eu fui encontrar com duas amigas no Jardim Botânico e como de costume ao passar por túneis eu ligo o cd pra continuar ouvindo música já que a rádio não pega. O cd que estava no carro era o da Ellen Oléria ganhadora do The voice Brasil, como gosto muito da voz dela continuei ouvindo o cd mesmo depois de sair do túnel. Quando estava chegando começou a tocar a música Anunciação, já tinha ouvido inúmeras vezes, só que dessa vez eu me arrepiei todinha e comecei a chorar de soluçar. Estacionei o carro, a música ainda tocava e eu chorava ainda mais. O segurança deve ter me achado louca, saí do carro ainda chorando e com a certeza de que ela estava chegando. Depois desse sinal me deu um siricutico e cismei que tudo tinha que ficar pronto até o início da semana seguinte.



No sábado pela manhã nós tínhamos encontro com a Kira, antes de sair de casa como de costume fui fazer um dos muitos xixis do dia, quando olhei o papel, lá estavam 2 micro gotas de sangue. Chamei o marido, mostrei a ele e tirei foto pra mostrar pra Kira. Chegando lá ela não demonstrou muita importância e passei o restante do dia sem sentir absolutamente nada, até que desencanei do sanguinho e esqueci, mas fiquei com a sensação de que tinha que aprontar tudo. Passei o domingo me sentindo mais molhada na perereca e não dei muita bola, já que na gravidez a gente se sente mais molhada na região mesmo. Na segunda de manhã comentei com uma amiga que pariu recentemente e ela disse que sentiu o mesmo pouco antes do baby dela nascer, mas que também não podia ser nada. Meu pai estava aqui em casa me ajudando a organizar as últimas coisas e eu e o Mendel estávamos felizes de tudo estar caminhando como a gente planejou e pediu pra nossa passarinha.

Passamos a gravidez toda pedindo pra ela nascer nos dias que o pai dela estivesse em casa. Mendel trabalha em outra cidade e demora cerca de sete horas de ônibus e a cidade não tem aeroporto. Conforme o fim da gravidez se aproximava a tensão nos dias que ele ia trabalhar aumentava infinitamente. Pedi a ela também que me deixasse trabalhar até as férias do meio do ano pra que eu pudesse deixar tudo organizado pro professor que fosse me substituir. Entrei de férias na semana anterior ao nascimento dela e o marido tinha conseguido as duas últimas semanas de julho de licença. A gente tinha tirado a segunda pra organizar tudo que faltava e ficar o resto do mês só esperando sossegados em casa. Ledo engano.

Meu pai saiu daqui de casa por volta de 12h, minha mãe chegou logo em seguida. Eu tinha combinado de almoçar com ela, fazer algumas coisas e depois deixá-la em casa. Saímos pra almoçar em um restaurante self service aqui perto de casa. Estava na fila de pesar a comida quando sentir uma coisa molhando minha calcinha. Pensei - eu não espirrei, pq fiz xixi?- Imediatamente depois desse pensamento me veio a cabeça que podia ser a bolsa rompendo. Corri pra mesa que o Mendel estava deixei o prato e fui ao banheiro, quando abaixei as calças saia como se fosse xixi um líquido transparente e sem cheiro (sim, eu coloquei a mão e cheirei. O relato tem uns trechos nojentinhos) fiz um bolo com o papel higiênico, coloquei na calcinha. Voltei pra mesa, minha mãe ainda fazia o prato dela, o Mendel já comia e falei com ele praticamente gargalhando que minha bolsa tinha estourado. Ele olhou pra mim com o garfo parado no ar e perguntou o que a gente faria. Respondi que a gente ia comer porque ia demorar pra caralho ainda e que não falaria nada pra minha mãe. A gente queria passar o trabalho de parto sozinhos.

Almoçamos como se nada estivesse acontecendo, depois do almoço o Mendel foi com minha mãe em uma loja e eu fui tomar a vacina que minha médica tinha pedido pra tomar antes do parto. Entrei na clínica de vacinação e liguei pra minha médica pra perguntar se poderia tomar a vacina com a bolsa rompida. Nesse momento as atendentes da clínica ficaram preocupadas comigo achando que a Morena ia nascer ali. Eu tentava acalmá-las e dizia que não estava sentindo nada que ia demorar que ficassem tranquilas.

Tomei a vacina e fomos levar minha mãe pra casa dela, agimos como se nada estivesse acontecendo. As 16h já no caminho de volta pra nossa casa comecei a sentir as primeiras contrações. Minha bolsa tinha rompido as 13:30, essas contrações eram bem fraquinhas e quase não davam pra serem sentidas. Chegamos em casa e fomos acabar de arrumar o que faltava, arrumamos o quarto dela, a nossa mala, as lembrancinhas, o prosecco e ainda tirei a última foto da gravidez, a foto do nono mês. Morena nasceu com 38 semanas e 5 dias.

 Foto tirada já em trabalho de parto.

Baixei um aplicativo pro Mendel poder cronometrar as contrações e ficamos sentados conversando com as luzes apagadas. Por volta das 18h as contrações estavam um pouco mais doloridas, mas nada que me fizesse mudar de posição ou que precisasse parar o que estava fazendo. As 19h bateu uma fome e pedimos uma pizza já que a coisa ia demorar e a gente achava que íamos entrar  madrugada a dentro. As 20h a pizza chegou e eu comia tendo contrações a cada 5 minutos. Nessa fase as dores já incomodavam e eu precisava ficar de pé e me curvar pra aliviar a dor. Durante todo o trabalho de parto era responsabilidade do Mendel manter a Kira informada, o único momento que falei com ela foi pra avisar que a bolsa tinha rompido ainda no restaurante. Depois disso, ela só ligava pro Mendel.

Próximo as 21h as contrações ficaram realmente fortes e o Mendel precisou começar a colocar compressas de água quente e eu entrava e saía do chuveiro. A água quente (bem quente, tipo pra virar canja) batendo na lombar alivia imensamente as dores. Nesse momento o Mendel e a Kira decidiram que era hora dela vir pra cá.  


O caminho para o meu parto natural - parte II

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O caminho percorrido não está sendo escrito na ordem certa, esse deveria ser o primeiro. Sem dúvida nenhuma se não fosse o envolvimento e apoio dele não seria possível. Como já disse tivemos que pagar a médica, enfermeira obstétrica e pediatra neonatologista de forma particular, já que o pelo plano de saúde não encontramos um profissional que seguisse nossa linha de idealização do parto. Tudo isso custou uma grana significativa. Com ela a gente podia ter viajado e feito o enxoval todo fora, ou conhecido mais países da Europa, no entanto cada um tem a sua prioridade e definitivamente a nossa era permitir que nossa filha nascesse da forma mais natural e respeitosa possível dentro daquilo que NÓS acreditamos.

Então a principal pessoa no caminho para o nosso parto não poderia ser ninguém além dele, meu marido lindo e mega companheiro. Ele mergulhou tão fundo nesse universo que virou até um militante pró parto natural. Tão lindo! (suspiros)

Ele foi a todas as consultas pré natais, a todas as ultras e a todos os encontros com a nossa E.O, leu muito, viu vários vídeos de partos naturais e segurou a onda quando alguns problemas surgiram na gravidez (ainda falarei disso com calma pra verem que tem como ter um parto natural seguro mesmo quando algumas coisas não estão 100%).

Ele abriu mão junto comigo de um monte de coisas pra gente conseguir juntar a grana pro parto, ele cresceu, sonhou, fez massagens pra diminuir a dor, dirigiu de forma tranquila enquanto eu gritava de dor no banco de trás e participou ativamente do parto.

Olha o sorriso lindo dele logo depois do nascimento da nossa passarinha.

Depois do nascimento da Morena, ele escreveu esse pequeno texto no facebook dando uma rápido relato do que foi pra ele.

Na terça-feira aconteceu a tão esperada chegada da minha Morena, fato que agradeço ao pai-mãe divino. Morena nasceu em um parto natural, realizado em ambiente hospitalar, sem nenhuma intervenção medicamentosa. Minha amada Danee Eldochy conseguiu realizar o parto que nós desejávamos e com muita força e amor trouxe nossa filha ao mundo. No parto do qual, mais que assistir, participei, pude percebê-la empoderada, humana, feminina e maternal. Para ela dirijo o meu maior agradecimento, renovo o compromisso do meu amor e só posso esperar coisas boas com a nova vida que chegou para nossa casa. Ela foi auxiliada nesta tarefa pela maravilhosa equipe formada por Fernanda Macêdo, Kira Young e Claudia Bertolasi, respectivamente: médica obstetra, enfermeira obstétrica e médica pediatra-neonatalogista. Com as duas primeiras a relação de confiança e envolvimento já tinha se estabelecido a bastante tempo. Agradeço aos avós de Morena, aos bisos e a toda família pelo apoio e amor. Aos padrinhos dela ainda faltam palavras para agradecer todo o carinho.
A todos que mandaram telefonemas, mensagens, postaram no facebook, enviaram e-mails, nos visitaram, enviaram orações e pensamento positivo, obrigado, obrigado mesmo. Farei um esforço para tentar responder a todos. Peço desculpas pois temos vivido dias de altíssima adrenalina, liguei pra mesma pessoa mais de uma vez, respondi SMS pra pessoa errada, enfim... uma letargia que só a recente paternidade explica. O mesmo serve para as visitas na maternidade que encontraram um pai encantado e sonolento.
Para minha linda Morena agradeço por ter nos escolhido para sermos seus pais. Tentaremos fazer o melhor que estiver ao nosso alcance, o amor que sinto é inexplicável e imensurável. Que possa esta casa ser o melhor lugar do mundo para você crescer!" (Mendel Cesar)


Obrigada amor, por todo companheirismo e por ter comigo a experiência mais linda de nossas vidas. Seu papel foi fundamental pra me dar a confiança que eu conseguiria. Te amo!

Pretendo fazer um relato detalhado do parto, mas pra chegar nele, preciso mostrar o caminho percorrido. 
 

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