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Havana - Cuba: Uma viagem inesquecível.

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Fazer essa viagem sempre foi um sonho, uma curiosidade para saber como funcionava ou se funcionava. Quando contamos que iríamos à Cuba, muita gente questionou a nossa decisão de levar nossa filha. Afinal, lá não tem nada! Confesso que fiquei receosa, mas conversei com amigos que já tinham ido e apesar deles não terem filho disseram ser ok. Segui meu mantra de viagens com a Morena “se tem criança lá, dá para levar a Morena”. Fiz uma mala gigante, a sogra comprou um estoque de papinha de fruta sem açúcar pra gente levar e fomos embora.


A primeira impressão ao desembarcar no aeroporto foi: Nossa, é muito mais moderno do que imaginei. E essa impressão se seguiu ao andar pela cidade e analisar as estruturas urbanas, todas muito funcionais e bem conservadas. Sem luxo, sem frescura mas muito funcionais. E não poderia ser diferente, um país com sérias limitações produtivas (embargo econômico e aspectos naturais) não pode fazer as coisas mal feitas e ter que refazer sempre, faz-se as coisas para durar. Havana é limpa, praticamente não se vê lixo no chão apesar de existirem poucas lixeiras nas ruas. Havana também não tem poluição visual, não se vê pela cidade outdoors de propagandas, a não ser as do governo (que nem são tantas assim). Levei um choque ao desembarcar no aeroporto do Panamá na escala de volta e me deparar com tantos letreiros luminosos.


Passamos uma semana em Havana, conversamos muito com os cubanos tentando entender como funciona e o que eles acham da vida que levam. Conversamos com pró Fidel e pessoas contrárias ao regime, nenhuma delas nega as conquistas que a Revolução Cubana trouxe ao povo. Os contrários contestam o tempo em que ele está governando e a diminuição dos itens que podem ser retirados pela caderneta de alimentos que teve uma significativa queda ao longo dos anos, o baixo poder aquisitivo dos salários, restrições a informações e a dificuldade em poder sair do país (não é proibido, mas as exigências são tantas que pouquíssimas pessoas conseguem). Essas são as principais críticas. Um dia pegamos um taxista que conseguiu sair de Cuba, mas acabou voltando. Quando perguntamos a ele o motivo ele respondeu “o capitalismo é cruel”. Eles importam muitos programas de entretenimento, na TV estatal é possível ver novelas brasileiras e até séries estadunidenses e de certa forma eles se iludem com o consumo e glamour que o capitalismo vende. Não podemos negar que esse sistema econômico é muito sedutor e não os culpo de se deixarem influenciar. Sempre que possível nas nossas conversas tentava deixar claro (apesar do meu portunhol péssimo) as dificuldades de viver em um país capitalista e tentar desmistificar o tal do american way of life.

Alimentação básica é bem barata, o preço das carnes, frango e ovos são bem caros e levam uma porcentagem significativa do salário deles. O governo cubano oferece na caderneta frango, carne de porco e ovos, só que a quantidade é pouca e não dura o mês todo. Os produtos de higiene são bem caros, eles ficam realmente contentes se ganham um sabonete. Uma amiga que foi conosco levou alguns e a Morena no fim da viagem distribuiu para os moradores da casa, todos ficaram bem agradecidos. Nós levamos café e este também era recebido com um sorriso no rosto.

Nós andávamos pela cidade em diferentes horários e em nenhum momento me senti insegura ou com medo, não vi violência e nem andei pelas ruas com a sensação de medo constante com a qual eu convivo aqui no Rio. Não vi pessoas vivendo na rua, não vi crianças roubando, mendigando, nada. Pelo contrário, durante o dia é difícil ver criança na rua. Elas só começam a aparecer no fim do dia depois do horário escolar. As crianças usam um uniforme fofo que me lembrou das crianças da novelinha carrossel J

É impossível andar pela cidade e não repensar no consumo desenfreado ao qual estamos habituados, por aqui é comum as pessoas quererem trocar de carro em três anos, compramos muito de tudo. Ao ver aqueles carros antigos funcionando me questionei muito. Nada se joga fora antes de se tentar consertar e todo mundo parece entende de mecânica, obra e reparos em geral. Mendel ouviu de uma Cubana “Aqui tudo tem solução, o que não tem a gente encontra”. Essa frase resume bem o modo como eles lidam com o consumo. Claro que não posso dizer se eles teriam essa mesma relação se o bloqueio econômico não existisse, mas foi muito bacana perceber que é possível viver com menos.
Voltei admirada e com a sensação de que eles são incríveis e conseguem fazer MUITO com tantas restrições, é inegável a qualidade da educação (apesar de ouvir que ela teve uma queda de qualidade, já que alguns professores estão deixando a profissão para trabalhar com o turismo. Setor que possibilita melhor remuneração), saúde pública de qualidade (sobre ela só ouvimos elogios) e a segurança (essa me ganhou, a constante insegurança da minha cidade me apavora e poder andar sem medo foi libertador). Óbvio que eles enfrentam problemas sérios, estaria sendo no mínimo ingênua se não os reconhecesse. No entanto quando coloco na balança os nossos problemas com os deles, eu chego a conclusão que no geral eles vivem melhor que a gente e possuem uma qualidade de vida acima da nossa.

Quero voltar ao país com mais calma para viajar pelo interior, conversar mais e fazer algumas leituras. Esse texto é só uma forma de não perder as lembranças e impressões que ainda estão frescas e na verdade eu ainda preciso de muita reflexão sobre essa viagem e tentar entender esse país incrível!

Obs: Não tivemos nenhum problema com a nossa alimentação, comemos muito bem todos os dias. Morena comia frutas, legumes, se acabou de comer peixinho... enfim, problema nenhum ir com uma criança para Cuba.







 Amamentando no Malecón


 Museu da Revolução

Praça Velha. Amei essa praça. 







Aniversário Morena - Animação

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Outro motivo que me fez fugir das casas de festas tradicionais foi a animação que geralmente é barulhenta no estilo gincana. Podem até ser bacanas para crianças maiores, mas pra idade da Morena não fazia o menor sentido.

Sabia que queria uma animação no estilo cantigas infantis, uma tapetão no chão com instrumentos musicais e as crianças todas ali curtindo. Pedi indicação em um grupo de mães que participo, peguei os nomes que me deram e comecei a pesquisar. Me identifiquei muito com o trabalho do Música para brincar, achei o preço justo e no dia da festa fiquei encantada com eles. Foram 1 hora e meia de um verdadeiro showzinho para as crianças.





 Pintinho amarelinho é sua música favorita.





 Tentando pegar as bolinhas de sabão


 Morena tirou os sapatos pra curtir melhor a festa.



Os instrumentos musicais de plástico comprei no Saara e os babies podiam levar pra casa, os de madeira o grupo musical levou. Foi muito bacana e Morena de fato curtiu muito a sua festinha, brincando e dançando o tempo todo. Queria uma animação que fosse totalmente voltada para os menores que estavam em número considerável. Eram em média 18 bebês entre 5 meses e 2 anos. Pensando nos maiores eu aluguei uma cama elástica que sempre agrada.

Aniversário Morena - Decoração

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O tema da festa da Morena já estava escolhido antes dela nascer. Eu e o Mendel já sabíamos que se a gente tivesse uma menina o tema seria Mafalda. A menininha super crítica das tirinhas do Quino.
Com esse tema um tanto quanto original eu sabia que casa de festa no estilo pacotão estava fora de questão pra mim e fui buscar tudo separado. De cara escolhi a Acorda Alice pra fazer a decoração, gosto muito trabalho delas. Elas foram fantástica e me ajudaram a escolher vários outros itens que não era obrigação nenhuma delas.

A Alice não me mostrava muito de como seria a decoração, ela só mostrou alguns detalhes e a cada coisa que me mostrava eu ficava ainda mais ansiosa. Óbvio que me emocionei ao ver tudo pronto, muito mais bonito e legal do que eu sonhei. Elas conseguiram pegar um tema nada infantil e executaram a decoração com uma delicadeza sem fim. Amei muito, muito mesmo!

 Os centros de mesa








 O bolo feito por mim.














Ficou uma fofura né? Eu tô apaixonada até hoje.


 

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